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adriana calcanhotto

adriana calcanhotto

Adriana Calcanhoto surgiu como fenônemo no cenário da MPB, no final dos anos 80. Gaúcha nascida em 1967, Adriana Calcanhoto saiu de casa com 17 anos para tentar a sorte como cantora e foi descoberta cantando em uma churrascaria. De forma bem diferente da 'Singapura', música de Eduardo Dusek, que conta a história de uma cantora decadente que termina seus dias em uma churrascaria, a churrascaria foi o início do sucesso. Passando depois pelo circuito de bares de Porto Alegre. Fez nome no bar 'Porto de Elis', assim chamado em homenagem à sua conterrânea, que, por sinal, nunca foi a maior influência de Adriana.

Seus ídolos sempre foram Maria Bethânia, a quem dedicaria o primeiro álbum, 'Enguiço' e João Gilberto. Quem já cantou na noite sabe o que acontece quando se está num palco, chovem os pedidos de músicas que os clientes querem ouvir. E nem sempre esses pedidos batem com o gosto do cantor. Foi então que Adriana começou sua revolução: vestiu as músicas 'bregas' que lhe solicitavam com uma roupagem peculiar, provando que é possível, através da interpretação, mudar todo o contexto em que uma música foi inserida por seu compositor, é claro que o contrário também ocorre, mas não aqui. A melhor ilustração do que Adriana foi capaz como intérprete é a música 'Caminhoneiro', de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Tornando-se maior que a própria cena local, foi para São Paulo, passando pelo 'Madame Satã' e 'Espaço Off', mas seria no Rio, cidade que homenageia em 'Cariocas', que decolaria. Com seu trabalho, Adriana consolidou-se como uma das maiores intérpretes da atualidade, e também como uma compositora cuidadosa, brincando com palavras como brinca com seu público.

adriana calcanhotto - inverno




adriana calcanhotto - perfil (2003)

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Perfil (2003)


Tracklist
01. Devolva-me
02. Mais feliz
03. Inverno
04. Mentiras
05. Esquadros
06. Cariocas
07. Vambora
08. Por isso eu corro demais
09. Maresia
10. Metade
11. Senhas
12. Marina
13. Naquela estação

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Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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