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louis armstrong

Ele é, ao lado de Duke Ellington, o maior nome da história do jazz. Inovações como o solo individual e o ‘scat singing’ são atribuídas a ele. Na gravação de ‘Heebie Jeebies’, um de seus primeiros sucessos, ele esqueceu a letra e começou a cantarolar. Inventou, assim, o ‘scat singing’, um canto em que fonemas aleatórios substituem palavras. O scat entrou para o vocabulário jazzístico e influenciou até o rock'n'roll. ‘Satchmo’, abreviação de ‘Satchelmouth’ (boca de saco), uma referência aos sorrisos largos, ou ‘Pops’, como era carinhosamente chamado 'Louis Daniel Armstrong' nasceu em New Orleans e foi um brilhante solista de trompete na era do blues onde o jazz ainda nem existia, ficou conhecido também por sua voz de alto timbre. Mais tarde, Armstrong, viria a ser um dos maiores representantes do jazz, considerado 'a personificação do jazz'. Com sua voz e sua personalidade inconfundíveis, conhecidas até por aqueles que não são fãs do jazz.

Sendo natural de Storyville, distrito de New Orleans conhecido por sua diversidade de ambientes, de prostíbulos a igrejas, Louis Armstrong conviveu nesse ambiente com a enorme pobreza em que nasceu e passou sua infância. Conciliando a liberdade das ruas e o trabalho para o sustento da família, o pai abandonou a família assim que ele nasceu, e o pequeno Louis tornou-se uma criança extremamente esperta e adaptada à vida árdua. Aos 13 anos, conseguiu comprar uma corneta, com dinheiro emprestado de uma família russa-judia, os Karnofskys, e sozinho começou a aprender a tocá-la e depois em uma banda amadora na casa de correção de juvenil, e foi justamente no reformatório que Louis teve contato intensivo com a música, estudando com mais afinco bugle e corneta na banda do reformatório, banda que depois viria a liderar. Os motivos que o levaram ao reformatório são nebulosos.

De volta a New Orleans, já com 14 anos e livre da prisão, começou a tocar em casas noturnas e nas grandes barcas do rio Mississippi. Foi na zona da prostituição de Storyville, que conheceu grandes nomes daquilo que viria a ser o jazz. Quando a Storyville foi fechada pela Marinha americana, todos se mudaram para Chicago para conseguir emprego. Armstrong se casou, ao todo, quatro vezes. A primeira delas aos 17 anos com uma prostituta de Louisiana. Mas a sua quarta esposa, Lucille, foi a mulher de sua vida. A musicalidade inata e evidente de Armstrong, aliada à disciplina técnica que adquirira na banda do reformatório, capacitaram-no a tocar num estilo próprio em vários grupos e com inúmeras orquestras até formar seu próprio o ‘Louis Armstrong Hot Five’, com o qual fez gravações tidas até hoje como clássicos. Seu estilo inconfundível de cantar, tornou-se sua marca registrada, tanto quanto o tom de seu trompete.

Com o passar dos anos, Louis começou a cantar cada vez mais. Foi especialmente com essa imagem que Louis ficou gravado no inconsciente coletivo. Dentre todas as composições, sua eterna gravação de 'What a Wonderful World' é talvez a que mais emocione, tanto pela belíssima letra, quanto pela interpretação única e magnífica de Louis. Armstrong fundou um grupo denominado 'All-Stars', que se baseava nos estilos New Orleans e swing, grupo esse que tinha sempre a sua presença cativante e bem humorada. Continuou a excursionar com o seu grupo, como embaixador do jazz. Durante o movimento pelos direitos civis, nos anos 50 e 60, dezenas de músicos apoiaram a causa. Essa era também a época da Guerra Fria, e a Casa Branca tirava proveito do prestígio de Armstrong patrocinando turnês de propaganda americana pelo mundo, nas quais ele era apresentado como ‘embaixador da boa vontade’ (americana). Até que ele viu, na televisão, crianças negras sendo agredidas pela polícia. Revoltado, cancelou a turnê seguinte que era para a União Soviética e deu um ‘conselho’ ao governo: ‘Vá para o inferno!’. É difícil caracterizar um só motivo para toda a fama de Armstrong, de proporções praticamente mitológicas, plenamente merecidas. Armstrong permanece como um dos mais famosos nomes do blues e do jazz de todos os tempos.

louis armstrong - a kiss to build a dream on




louis armstrong - 'First Class Jazz' (2006)

download:
First Class Jazz (2006)


Tracklist
01. Coal Cart Blues
02. Blueberry Hill
03. New Orleans Function Flee As a Bird / Oh, Didn't He Ramble (Louis Armstrong and his All-Stars)
04. You Rascal, You
05. When It's Sleepy Time Down South
06. Introduction + Dear Old Southland
07. Moonlight in Vermont (Louis Armstrong & Ella Fitzgerald)
08. Introduction + Dear Old Southland
09. And the Angels Sing
10. I Won't Dance (Louis Armstrong & Ella Fitzgerald)
11. Bess, You Is My Woman Now (Louis Armstrong & Ella Fitzgerald)
12. Blues in the Night (My Mama Done Tol' Me) (Louis Armstrong & Oscar Peterson)
13. What's New? (Louis Armstrong & Oscar Peterson)
14. Shadrack
15. Solitude (Louis Armstrong & Duke Ellington)
16. If Don't Mean a Thing (If It Ain't Got That Swing) (Louis Armstrong & Duke Ellington)
17. A Kiss to Build a Dream On

Louis Armstrong – The Solid Gold Collection (2007)

The Solid Gold Collection (2007)

download:
CD 1
CD 2


Tracklist CD 1
01. What A Wonderful World
02. Cabaret
03. Dream A Little Dream Of Me
04. Mame
05. Solitude (with Duke Ellington)
06. Hello Dolly
07. You Go To My Head
08. I Gotta Right To Sing The Blues
09. A Fine Romance (with Ella Fitzgerald)
10. Georgia On My Mind
11. When You're Smiling (The Whole World Smiles With You)
12. On The Sunny Side Of The Street
13. Mack The Knife
14. Rockin' Chair
15. Basin Street Blues
16. Someday (You'll Be Sorry)
17. It Takes Two To Tango
18. A Kiss To Build A Dream On

Tracklist CD 2
01. Gone Fishin' (with Bing Crosby)
02. (I'll Be Glad When You're Dead) You Rascal You (with Louis Jordan)
03. La Vie En Rose
04. My Sweet Hunk O' Trash (with Billie Holiday)
05. Blueberry Hill
06. (What Did I Do To Be So) Black And Blue
07. Do You Know What It Means To Miss New Orleans
08. I Wonder
09. When It's Sleepy Time Down South
10. I'm Confessin' (That I Love You)
11. Ain't Misbehavin'
12. When The Saints Go Marching In
13. Struttin' With Some Barbeque
14. Swing That Music
15. Old Man Mose
16. I'm In The Mood For Love
17. St. Louis Blues
18. Lazy River
19. West End Blues
20. Potato Head Blues
21. Wild Man Blues
22. Heebie Jeebies

Louis Armstrong - 22 Greatest Hits (2008)

download:
Louis Armstrong - 22 Greatest Hits (2008)


Tracklist
01. Swing That Music
02. The Peanut Vendor
03. Mahogany Hall Stomp
04. Sweethearts on Parade
05. Savoy Blues
06. Lyin’ To Myself
07. Thankful
08. I Come From a Musical Family
09. Ev’ Ntide
10. If We Never Meet Again
11. You’re Lucky to Me
12. St. James’ Infirmary
13. You Rascal, You
14. Lazy River
15. I Ain’t Got Nobody
16. Ain’t Misbehavin
17. Rockin’ Chair
18. Red Nose
19. On The Sunny Side Of The Street
20. La Vie En Rose
21. I Get Ideas
22. You’re Just in Love (I Wonder Why)

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Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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