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women's blues

mamie smith

O blues é, falsamente, visto como um gênero musical machista, cantado por homens egoístas, sedentos por liberdade, mulheres bonitas e bebida. Mas, por trás dessa imagem cínica e livre, está o homem comum encantado por uma mulher, perdida em brigas ou levada por outro. Homens que, além de seus demônios e fantasmas interiores, cantavam sobre o trabalho duro do campo e da conseqüente falta de dinheiro e sorte. Temas também abordados pelas mulheres que seguiram o caminho do blues já que a origem desses problemas era o mesmo. Bluseiras que expressaram seus medos, decepções e restrições, suas raivas e dores. O desespero da perda de um amor, a cama vazia, a violência a que foram submetidas ou o simples abandono foram cantados com perfeição pela voz feminina.

Algumas mulheres do blues não só ajudaram a construir a história do gênero como também mudaram os rumos da indústria fonográfica que ainda engatinhava e não apostava tanto em música para as camadas mais humildes da sociedade. As gravadoras ganharam um bom dinheiro com os ‘race records’, discos direcionados para a população negra. ‘Crazy Blues’ na voz de Mamie Smith foi o primeiro blues a ser gravado, em 1920, mas as artistas já eram conhecidas em algumas cidades por fazerem parte dos ‘Minstrels Shows’, apresentações de música, dança e teatro que circulavam pelas cidades e improvisavam o espaço como um circo. Mamie Smith (1883-1946) que realizou a gravação do primeiro clássico, chegou a ganhar 2 mil dólares em uma apresentação, valor muito alto para a época, mas morreu pobre e foi enterrada como indigente. Vinte anos depois fãs e músicos arrecadaram dinheiro para colocar uma lápide no seu túmulo.


barbara lynn - lynn's blues




Blues Guitar Women (1996)
Blues Guitar Women (1996)

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CD 1 CD 2

Tracklist CD 1
01. Can't Quit the Blues
02. Takin' It All to Vegas - Debbie Davies
03. Man's So Good - Alice Stuart
04. Mediterranean Breakfast - Sue Foley
05. River Wild - Deborah Coleman
06. Living on the Road - Joanna Connor
07. Navajo Moon - Ana Popovic
08. Judgement Day Blues - Carolyn Wonderland
09. Lonely Lonely Nights - Eve Monsees
10. It's a Blessing - Maria Muldaur, Bonnie Raitt
11. Dreamland Blues - Erja Lyytinen
12. Lynn's Blues - Barbara Lynn
13. Goin' Down - Tracy Conover
14. Baghdad Blues - Beverly "Guitar" Watkins
15. Woke Up This Mornin' - Ruthie Foster

Tracklist CD 2
01. Fool Me Good - Precious Bryant
02. Going Down This Road - Algia Mae Hinton
03. Doggie Treats - Sue Foley
04. Fixin' to Die - Rory Block
05. Dead End Street - Ellen McIlwaine
06. Rather Be the Devil - Alice Stuart
07. Streamline Train - Jessie Mae Hemphill
08. Nothing's Changed - Gaye Adegbalola, Rory Block
09. One Dime Blues - Etta Baker
10. Ain't Nothing in Ramblin'
11. Down the Big Road Blues - Mattie Delaney
12. Motherless Child Blues - Elvie Thomas
13. Skinny Legs Blues - Geeshie Wiley
14. In My Girlish Days - Memphis Minnie

New York State R&B Festival (2000)
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women 'n blues - new york state r&b festival (2000)


Tracklist
01. Mr. goodbar – Batty Lee
02. Am I blue? – Shirley Woodcock-Kolb
03. Has anybody seen my baby? – Emily Schuster
04. Mama lion – Kim Lembo
05. Living here on earth – Jacque Tara Washington
06. Movin’s on – Ava Andrews
07. Freight train – Beckey Keefe
08. Lover’s rag – Jane Zell
09. Since I fell for you – Nancy Kellu
10. I got to let you go – Marcia Hagan
11. Silver tongue devil saloon – Donna Colton
12. Get over it – Carolyn Owen
13. Temptation – Miss E.
14. It’s up to you – Mary hHaitz
15. It’s my soul – Emily Schuster

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Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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