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last tango in paris

'Last Tango in Paris' é um ótimo filme franco-italiano. Realizado pelo cineasta Bernardo Bertolucci, o filme trata de uma relação fundamentalmente destrutiva, entre um homem e uma mulher. A direção de Bertolucci é simplesmente fantástica, provando ser um cineasta capaz de usar a audácia de Jean-Luc Godard e o estilo de Ingmar Bergman.

Trata-se de um filme erótico, às vezes perturbador, mas nunca pornográfico. A primeira investida de Paul contra Jeanne, em seu primeiro encontro, por exemplo, mostra uma reação irracional de um homem que passa pela dor, raiva e confusão provocadas pelo recente suicídio de sua esposa. Não entendendo as razões que a levaram à infidelidade e ao suicídio, ao se deparar com uma jovem de 20 anos, ele vislumbra a possibilidade de formar uma nova relação, onde as normas sejam ditadas por ele. A atuação de Marlon Brando é marcante, intensa, eclipsando todos os demais protagonistas e dominando o filme do início ao fim. Tal fato, entretanto, não tira o mérito do trabalho apresentado por Maria Schneider, corajoso e emocionalmente difícil.

gato barbieri

Nascido em Rosário na Argentina, Gato Barbieri, embora tenha nascido em uma família de músicos só foi pegar um instrumento aos doze anos de idade, o clarinete, inspirado pelos discos de Charlie Parker. Teve aulas particulares por cinco anos, estudando também o sax alto, passando finalmente para o sax tenor. Começou tocando tango e outros rítmos latinos americanos em bares de Buenos Aires par aonde mudou.

Em 1962 passou sete meses no Brasil tocando e absorvendo coisas novas antes de embarcar para a Itália, terra de sua mulher Michelle. Vivendo na Europa conheceu em Paris o trompetista e um dos responsáveis pelo movimento avant-guard, Don Cherry. Ao entrar para seu grupo, Gato Barbieri evolveu-se intensamente com o estilo prestando atenção no som de John Coltrane e Pharoah Sanders, somando à suas influências o vigor, ferocidade e a pungência latina.

No final dos anos 60 começou a retornar a suas raízes latinas buscando novas texturas, instrumentos, melodias e harmonias. Mas foi em 1972 que Gato Barbieri realmente experimentou a fama ao compor a trilha para o filme de Bernardo Bertolucci, 'Last Tango in Paris'. O disco da trilha ganhou um Grammy e rendeu convites para os festivais de Montreux, Bologna, Berlin, Newport e outros. Com a morte de sua mulher no final dos anos oitenta Gato permaneceu inativo por maior parte da década seguinte voltando a tocar em 1997, no Playboy Jazz Festival e gravando nos dois anos seguintes, mas jamais com o mesmo tom passional.

gato barbieri - last tango in paris




last tango in paris
Last Tango in Paris - Trilha Gato Barbieri (1972)

download:
parte I parte II

Tracklist
01 - Last Tango In Paris Tango
02 - Jeanne
03 - Girl In Black Tango
04 - Last Tango In Paris Ballad
05 - Fake Ophelia
06 - Picture In The Rain
07 - Return Tango
08 - It's Over
09 - Goodbye
10 - Why Did She Choose You
11 - Last Tango In Paris Jazz Waltz
12 - Last Tango In Paris Suite Part 1
13 - Last Tango In Paris Suite Part 2
14 - Last Tango In Paris Suite Part 3
15 - Last Tango In Paris Suite Part 4
16 - Last Tango In Paris Suite Part 5
17 - Last Tango In Paris Suite Part 6
18 - Last Tango In Paris Suite Part 7
19 - Last Tango In Paris Suite Part 8
20 - Last Tango In Paris Suite Part 9
21 - Last Tango In Paris Suite Part 10
22 - Last Tango In Paris Suite Part 11
23 - Last Tango In Paris Suite Part 12
24 - Last Tango In Paris Suite Part 13
25 - Last Tango In Paris Suite Part 14
26 - Last Tango In Paris Suite Part 15
27 - Last Tango In Paris Suite Part 16
28 - Last Tango In Paris Suite Part 17
29 - Last Tango In Paris Suite Part 18
30 - Last Tango In Paris Suite Part 19
31 - Last Tango In Paris Suite Part 20
32 - Last Tango In Paris Suite Part 21
33 - Last Tango In Paris Suite Part 22
34 - Last Tango In Paris Suite Part 23
35 - Last Tango In Paris Suite Part 24
36 - Last Tango In Paris Suite Part 25
37 - Last Tango In Paris Suite Part 26
38 - Last Tango In Paris Suite Part 27
39 - Last Tango In Paris Suite Part 28
40 - Last Tango In Paris Suite Part 29

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Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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