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ópera: I Pagliacci (versão em russo)

A ópera de Ruggero Leoncavallo, 'I Pagliacci', é um vibrante melodrama e uma história de amor e ciúmes na sociedade siciliana. Baseia-se num acontecimento real ocorrido em Calabria, onde um crime passional aconteceu no seio de uma companhia de cômicos ambulantes. Esta ópera foi estreada no Teatro dal Verme, em Milão a 21 de Maio de 1892. Ruggero Leoncavallo é recordado quase exclusivamente devido a esta ópera que, juntamente com a ópera 'Cavalleria Rusticana' de Pietro Mascagani, se tornaram os pontos altos do movimento italiano 'verismo' no final do século XIX. Movimento este que se opunha ao positivismo e defendia que os autores não devem impôr as suas interpretações e pontos de vista pessoais no seu trabalho. Encontrei uma versão de 1959 que é no mínimo curiosa, a ópera é toda cantada em russo, menos no que diz respeito à parte que cabe ao palhaço Canio, interpretado por Mario Del Monaco, que por sua vez só canta em italiano. No final das contas, tudo se harmoniza, pois todos falam um só idioma: a linguagem universal da música. Para mim foi uma grata e emocionante surpresa encontrar e ouvir esta versão, por descender de russos e poloneses.

'I Pagliacci', com os personagens Canio, Tonio, Peppe, e Silvio, continua uma das mais populares obras do repertório de ópera.

opera pagliacci - bolshoi (1959)

Solistas, Coro e Orquestra do Teatro Bolshoi

Maestro - Vladimir Nebolsin
Canio - Mario Del Monaco
Nedda - Leokadia Maslenikova
Tonio - Alexei Ivanov
Peppe - Nikolai Timchenko
Silvio - Evgeny Belov

download:
I Pagliacci (1959) - Solistas, Coro e Orquestra do Teatro Bolshoi


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Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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