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the smiths

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O cenário musical do pós-punk inglês dos anos 80 estava corroído por diversas bandas de pop comercial, que se multiplicavam através das rádios com seus hits descartáveis e letras sem sentido. Em 1982, John Martin Maher (Johnny Marr) um brilhante guitarrista de descendência irlandesa, nascido em Manchester na Inglaterra, e que trabalhava numa loja de roupas, procurava por outras pessoas para montar uma banda. A velha cidade estava decadente e o desemprego era grande entre a população operária. Foi neste contexto de decadência e de insignificância musical que surgiu ‘The Smiths’ que unia a harmonia de uma guitarra, uma voz inconfundível, com letras que falavam, com humor ácido, de política ou com extrema sensibilidade sobre os conflitos da alma. A banda durou cinco anos, mas continua a influenciar até hoje.

Desde os tempos da escola, Johnny Marr tocava guitarra com seu amigo de infância Andy Rourke (baixista) em várias bandas que tocavam o rock norte americano. Após algumas tentativas frustradas para encontrar um cantor, John lembrou-se de Steven Patrick Morrissey, que havia encontrado num show quando tinha apenas 15 anos, e que escrevia letras incomuns. Morrissey que assim como Maher, era de descendência irlandesa e nascido em Manchester vivia mergulhado em livros de Oscar Wilde e filmes de James Dean.

Encontrado o cantor, chamaram Mike Joyce um baterista de 19 anos, e Andy Rourke para substituir Dale Hibbert. John Maher mudou seu nome para Johnny Marr e Morrissey escolheu o nome da banda. 'Smith' é o sobrenome mais comum na Inglaterra, e o objetivo era mostrar que a banda era formada de pessoas comuns e também serviu como uma corrosiva crítica para os grupos que tinham títulos complicados e pomposos, mas que nada tinham para dizer. Morrissey adotava uma postura antiestrelato e a tarefa foi a de escolher o mais ordinário dos nomes e ainda assim produzir algo de mérito artístico e, foi exatamente isto o que eles fizeram.

the smiths - morrissey e marrA banda se destacava pela voz inimitável de Morrissey e seu lirismo, arranjo simples das guitarras de Marr e um baixo e bateria com muita energia. O primeiro single que realmente fez sucesso foi ‘Hand in Glove’ de 1983, que começou a tocar nas rádios britânicas. ‘This Charming Man’ foi o single seguinte. O primeiro álbum surgiu em 1984 intitulado ‘The Smiths’. No mesmo ano lançam ‘Hatful of Hollow’. Em 1985 ‘Meat is Murder’, com clara defesa ao vegetarianismo e ‘The Queen is Dead’ com dura crítica ao governo britânico. Nessa época Andy Rourke foi substituído por estar envolvido com drogas, mas logo retornou à banda.

A banda terminou em 1987 quando Johnny Marr decidiu sair e junto com ele ‘The Smiths’ chegou ao fim. Marr tocou com muitas bandas e Morrissey não encontrou alternativa a não ser seguir uma bem sucedida carreira solo. Mas nenhum dos dois, conseguiu o mesmo brilho e genialidade que tinham nos ‘Smiths’. Andy Rourke e Mike Joyce tocaram algumas músicas com Morrissey, porém, brigas por direitos autorais na justiça separaram ainda mais os membros da banda.

‘The Smiths’ era especial pela união perfeita de letras e músicas de Morrissey e Marr. Morrissey, que além de expressar os conflitos de sua alma, revelava-se um homem consciente, não poupando criticas e sarcasmo a política britânica e à família real, e Johnny Marr marcava o seu estilo com arranjos harmônicos de guitarra e sem apelações. Como diz a letra de uma de suas musicas, ‘The Smiths’ é uma luz que nunca se apaga.


the smiths - how soon is now






The Smiths - The Sound of The Smiths

The Sound of The Smiths (2008)

download:
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. Hand In Glove
02. This Charming Man
03. What Difference Does It Make(Peel Session Version)
04. Still III
05. Heaven Knows I’m Miserable Now
06. William, It Was Really Nothing
07. How Soon Is Now?
08. Nowhere Fast
09. Shakespeare’s Sister
10. Barbarism Begins At Home
11. That Joke Isn’t Funny Anymore
12. The Headmaster Ritual
13. The Boy With The Thorn In His Side
14. Bigmouth Strikes Again
15. There Is A Light That Never Goes Out
16. Panic
17. Ask
18. You Just Haven’t Earned It Yet Baby
19. Shoplifters Of The World Unite
20. Sheila Take A Bow
21. Girlfriend In A Coma
22. I Started Something I Couldn’t Finish
23. Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me

Tracklist CD 2
01. Jeane
02. Handsome Devil (Live)
03. This Charming Man (New York vocal)
04. Wonderful Woman
05. Back To The Old House
06. These Things Take Time
07. Girl Afraid
08. Please, Please Please Let Me Get What I Want
09. Stretch Out And Wait
10. Oscillate Wildly
11. Meat Is Murder (Live in Oxford)
12. Asleep
13. Money Changes Everything
14. The Queen Is Dead
15. Vicar In A Tutu
16. Cemetery Gates
17. Half A Person
18. Sweet And Tender Hooligan
19. Pretty Girls Make Graves(Troy Tate version)
20. Stop Me If You Think You’ve Heard This One Before
21. What’s The World (Live in Glasgow)
22. London (Live in London)

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Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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