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leonard cohen

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A melancolia tem um rosto e seu nome é Leonard Cohen. De ascendência judaica Cohen nasceu em Montreal, Quebec, Canadá, em 1934. Cohen iniciou a carreira como romancista e poeta na década de 50. Começou a carreira como cantor aos 34 anos e gravou seu álbum de estréia, ‘Songs of Leonard Cohen’, em 1968. Obra prima que tem ou teve lugar de honra na estante de muitos roqueiros famosos, de Kurt Cobain, líder do Nirvana, morto em 1994, a Ian McCulloch, cantor do grupo inglês Echo & the Bunnymen. Com voz grave e por suas letras contundentes e canções com elevadas doses de melancolia, é um poeta extraordinário, autor de algumas das mais assombradas e assombrosas canções. O Canadá que já exportou a insuportável Celine Dion e a enfadonha Alanis Morissette, se redime com o cantor Leonard Cohen.

Dizendo sofrer de uma melancolia crônica, que tentou curar com bebida, música e mulheres, Leonard Cohen não é um cantor de fácil assimilação às primeiras audições. As suas canções são dopantes, são drogas pesadas sobre loucas (‘Suzanne’), romances amargos (‘Hey That´s No Way To Say Goodbye’), tentações divinas (‘Song of Isaac’ em que ele canta ‘você não sabe o que é ser tentado por um deus ou por um demônio’) e um tratado do sofrimento em ‘Avalanche’ (‘sua dor não é mérito nenhum/ é apenas a sombra da minha ferida’). As letras oferecem uma visão amarga do mundo como em ‘The Future’: ‘Dê-me crack e sexo anal / Derrube a última árvore que resta / E preencha com ela o buraco em sua cultura / Devolva-me o Muro de Berlim / Dê-me Stalin e St. Paul / Eu vi o futuro, irmão: / Ele é mortal’. Ou na sombria ‘By The Rivers Dark’ onde ouvimos Cohen que passou toda a sua vida nas trevas, depois de refugiar-se, por quase uma década, no mosteiro budista na Califórnia, onde meditou, entoou mantras, cozinhou e ouviu conselhos do seu amigo e fundador do mosteiro Joshu Sasaki Roshi, mestre zen de 92 anos o poeta quer agora um pouco de luz e prefere a entrada do sol pela janela.

leonard cohenLeonard é uma pessoa reclusa, que evita ser badalado e lança poucos discos. Seu valor foi reconhecido e recebeu do governo canadense a mais alta honraria a ‘Companion of the Order of Canada’, em reconhecimento aos seus trabalhos na cultura e na arte. Leonard é um mito e foi comparado, pelos críticos norte-americanos, a James Joyce. Nascido Leonard Norman Cohen, perdeu o pai, um engenheiro, ainda aos nove anos. Com 17 anos foi para a Universidade e formou um trio de country chamado ‘Buckskin McGill’. Apesar da proximidade com os Estados Unidos, Cohen amava a cultura européia. Apaixonado pela Grécia viveu na ilha de Hydra, com Marianne e seu filho Axel. Mesmo com tanto sucesso como romancista, e feliz com sua vida em Hydra, Leonard resolveu largar tudo para tentar a sorte no mundo da música e acabou voltando para a América. Ele gosta de explicar porque três de suas melhores canções estão relacionadas ao universo feminino.

So long, Marianne: ‘Marianne me deu um incrível senso de ordem na minha vida. Foi uma bênção viver com uma pessoa como ela, que veio da Noruega, onde vivia no campo. Ela punha flores na minha mesa pela manhã, especialmente gardênias. Eu não percebia que ela era a musa que todo poeta tinha pedido. Ela me nutria de várias formas’.

Suzanne: ‘Um dia encontrei Suzanne, que era esposa de um amigo meu e ela era uma mulher deslumbrante, assim como seu marido. Todos homens se apaixonavam pela formas delas, assim como as mulheres por seu marido, Armand. A idéia de qualquer um de nós flertamos com ela era impossível. Mas um dia eu a encontrei e ela me convidou gentilmente para ir ao seu estúdio e ela me serviu um chá, com pequenas rodelas de laranja e mentalmente eu toquei seu corpo perfeito em minha mente, porque não teria como ser de outra maneira. E assim nasceu o nome e a simbologia para a canção’.

Sister of Mercy: ‘Ela foi inspirada em duas moças que eu conheci durante uma nevasca. Elas não tinham um quarto no hotel e eu as convidei para dividir o quarto comigo. Elas adormeceram na cama de casal, enquanto fiquei na cadeira. Elas dormiam de uma maneira tão delicada juntas. Eu vivia lutando contra a solidão nesse período e sempre desejava encontrar mulheres durante as viagens. Então peguei uma caneta, um pedaço de papel e reparei que o luar brilhava em cima da camada de gelo que havia se formado sobre o rio e eu imaginei que poderia ser tão belo como imaginava’.

leonard cohen - by the rivers dark




O CD 5 que é o álbum ‘Ten New Songs’ lançado em 2001 conta com o brilhante auxílio da cantora, produtora e compositora americana, Sharon Robinson. A voz grave do poeta dobrada pela voz de Sharon cria uma atmosfera de rara beleza introspectiva.

Leonard Cohen - The Collection (2008)

Leonard Cohen - The Collection (2008)

download:
CD 1    CD 2    CD 3    CD 4    CD 5

Tracklist CD 1
01. Suzanne
02. Master Song
03. Winter Lady
04. The Stranger Song
05. Sisters Of Mercy
06. So Long* Marianne
07. Hey* That's No Way To Say Goodbye
08. Stories Of The Street
09. Teachers
10. One Of Us Cannot Be Wrong

Tracklist CD 2
01. Dance Me To The End Of Love
02. Coming Back To You
03. The Law
04. Night Comes On
05. Hallelujah
06. The Captain
07. Hunter's Lullaby
08. Heart With No Companion
09. If It Be Your Will

Tracklist CD 3
01. First We Take Manhattan
02. Ain't No Cure for Love
03. Everybody Knows
04. I'm Your Man
05. Take This Waltz
06. Jazz Police
07. I Can't Forget
08. Tower of Song

Tracklist CD 4
01. The Future
02. Waiting for the Miracle
03. Be For Real
04. Closing Time
05. Anthem
06. Democracy
07. Light as the Breeze
08. Always
09. Tacoma Trailer

Tracklist CD 5
01. In My Secret Life
02. A Thousand Kisses Deep
03. That Don't Make It Junk
04. Here It Is
05. Love Itself
06. By The Rivers Dark
07. Alexandra Leaving
08. You Have Loved Enough
09. Boogie Street
10. The Land Of Plenty

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Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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