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agricantus

O rótulo ‘world music’ surgiu nos anos 80 para classificar um tipo de música, não necessariamente folclórica, mas com raízes étnicas, difícil de ser incluída entre os estilos e gêneros assimilados pelo mercado dos EUA e Europa. Não se percebeu, porém, que ‘world music’ tratava-se de uma nova música, feita por músicos que enriqueciam o legado sonoro de seus antepassados com as influências importadas. A ‘world music’, aos poucos, foi deixando de ser tratada como manifestação cultural exótica, e seus vários gêneros conhecidos pelos nomes que têm em seu país de origem, onde está sendo criada uma música instigante, sem medo nem preconceito da eletrônica. ‘World music’ não é só folclore. É um legado sonoro que não teme a modernidade. (josé teles)

agricantus

Dos grupos novos, o grupo italiano, da Sicília, ‘Agricantus’ é considerado uma pérola da ‘world music’. A designação ‘Agricantus’ procede do latim e significa ‘sons dos campos de trigo’. A banda foi fundada em 1979, em Palermo por três músicos influenciados pela tradição musical siciliana, Mario Rivera, Toni Acquaviva e Mario Crispi. A ilha no sul da Itália foi, durante séculos, um entreposto multicultural. Colonizada pelos fenícios, 800 anos antes da era cristã, assentaram bases por lá cartagineses, romanos, normandos, árabes, alemães, franceses, aragoneses e espanhóis. Foi estado-independente até 1860, quando se uniu ao Reino Unido da Itália. A herança dos colonizadores rendeu à Sicília uma música com características especiais. Os músicos do ‘Agricantus’ reciclam o antigo com o moderno de forma mais original, e contemporânea.

A discografia da banda é extensa. Desde o primeiro álbum da banda, ‘Gnanzú’ (1993), foram exploradas as paisagens, e sempre houve muita sensibilidade. Mario Rivera, Toni Acquaviva e Mario Crispi gravaram o álbum, com interesse no folk do Mediterrâneo. Com Tuareg (1996),e contando com Guiseppe Panzeca e Rosie Wiederkehr, foram em uma direção completamente diferente, fazendo um som tribal com raízes orientais africanas, desenvolvendo uma alquimia musical que vem dos cantos dos nômades Tuaregs do deserto de Mali. A música é cheia de sabores ricos, é uma mistura inacreditável de antigo e de moderno, de europeu e o africano, de popular e de clássico, de tradicional e de eletrônico. Em ‘Kaleidos’ de 1998, em vez de ‘world music’, o álbum mostra a música clássica de compositores como Grieg, Paganini, Albinoni e Brahms. Em ‘Ethnosphere’ de 2000 a influência é tibetana. Em todos há uma variedade de efeitos eletrônicos, de instrumentos de percussão, de guitarras, de teclados e de vocais e uma variedade de outros instrumentos como: didjeridoo, ney persa, zummara, duduk, hornpipe hellenic, mandolin, cítaras acústicas. Há um pouco de tudo para todos nesta mistura tribal, porém moderna.


Agricantus – Tuareg (1996)

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Tuareg (1996)


Tracklist
01. Ummiri
02. Hala Hala
03. Ljuljuten(Tin-Zawatine)
04. Com'u Ventu
05. Carizzi R'Amuri (es Souk)
06. Azalai
07. Tuareg
08. Disiu
09. Caruvana 'I Sali
10. U Coni Coni
11. Dune

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Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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