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mercedes sosa, a voz dos sem voz

mercedes sosa

Considerada a ‘Voz da América Latina’, Mercedes Sosa, que é chamada carinhosamente por seus amigos e admiradores por ‘La Negra’, foi uma voz importante quando a região estava sob ditaduras. Sua voz poderosa encantou e politizou toda uma geração. A cantora argentina, foi uma das mais importantes artistas do continente. Mercedes Sosa nasceu em San Miguel de Tucumán, na província de Tucumán, Argentina, em 1935. De origem humilde e de ascendência mestizo (mistura de europeus com ameríndios), francesa e dos indígenas do grupo Quechua, a cantora cresceu admirando artistas populares e as canções folclóricas do país. Aos quinze anos de idade, foi descoberta cantando numa competição de uma rádio local da cidade natal, e recebeu um contrato de dois meses. Em 1960 já se destacava pela sua voz potente e deu início ao ‘Movimento Del Nuevo Cancionero’, considerado precursor dos protestos através da música. Admirada pelo timbre de contralto, gravou o primeiro disco ‘Canciones con Fundamento’, com um perfil de folk argentino. Consagrou-se internacionalmente nos EUA e Europa em 1967, e em 1970, com Ariel Ramirez e Felix Luna, gravando ‘Cantata Sudamericana’ e ‘Mujeres Argentinas’. Gravou um tributo também à chilena Violeta Parra.

Cantora de um vasto repertório gravou canções de vários estilos e atuou com muitos músicos argentinos e outros latino-americanos. Foi uma ativista política de esquerda, foi peronista na juventude. Sofreu censura na Argentina por parte dos governos militares, por apoiar os movimentos de esquerda foi intérprete de um dos grandes hits dos anos 70, ‘Gracias a la Vida’, que embalou esses movimentos na América Latina. Em 1979, em plena ditadura militar, ela foi presa durante um show na cidade de la Plata. O público presente também foi preso. Dias depois, partiu para um exílio em Paris e Madri, até 1982, quando voltou para a Argentina no final da ditadura militar, à qual os organismos de direitos humanos atribuem a morte e desaparecimento de cerca de 30 mil pessoas. Dados oficiais asseguram que o total foi de 13 mil desaparecidos.

mercedes sosaA preocupação sócio-política refletiu-se no seu repertório interpretado, tornando-se uma das grandes expoentes da ‘Nueva Canción’, um movimento musical latino-americano da década de 60, com raízes africanas, cubanas, andinas e espanholas. No Brasil, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, entre outros artistas, são expressões da Nueva Canción, marcada por uma ideologia de repúdio ao imperialismo norte-americano e à desigualdade social. Em tempos mais recentes manifestou-se como forte opositora à Carlos Menem e apoiou a eleição do ex-presidente Néstor Kirchner. Apesar da saúde debilitada, Mercedes Sosa vivia um dos melhores momentos de sua carreira graças ao reconhecimento de seu último álbum, ‘Cantora 1’, indicado a três prêmios Grammy Lation 2009 - álbum do ano, melhor capa e melhor álbum de folclore. O álbum é uma compilação de seus principais sucessos gravados em duetos com artistas como Caetano Veloso e Shakira. Mercedes Sosa morreu neste domingo, dia 4 de outubro de 2009, em Buenos Aires, aos 74 anos.

mercedes sosa - maría va




Mercedes Sosa - Cantora 1 (2009)

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Cantora 1 (2009)


Tracklist
01. Aquellas pequeñas cosas - con Joan Manuel Serrat
02. Barro tal vez - con Luis Alberto Spinetta
03. Sea - con Jorge Drexler
04. Coração vagabundo - con Caetano Veloso
05. La maza - con Shakira
06. Zamba para olvidar - con Diego Torres y Facundo Ramírez
07. Agua, cielo, tierra, fuego - con Soledad Pastorutti
08. Celador de sueños - con Orozco Barrientos y Gustavo Santaolalla
09. Sabiéndose de los descalzos - con Julieta Venegas
10. Himno de mi corazón - con León Gieco
11. Novicia - con Victor Heredia
12. Zamba de los adioses - con Duo Nuevo Cuyo
13. Nada - con María Graña y Leopoldo Federico
14. Esa musiquita - con Teresa Parodi
15. Romance de la luna tucumana - con J. Quintero y L. Monti
16. Deja la vida volar - con Pedro Aznar
17. Pájaro de rodillas - con Nacha Roldán

Mercedes Sosa - Cantora 2 (2009)

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Cantora 2 (2009)


Tracklist
01- Zona de promesas - con Gustavo Cerati
02- Desarma y sangra - con Charly García
03- Canción para un niño en la calle - con Calle 13
04- Parao - con Vicentico
05- Zamba del cielo - con Fito Páez y Liliana Herrero
06- Razón de vivir - con Lila Downs
07- El ángel de la bicicleta - con Gustavo Cordera
08- Violetas para Violeta - con Joaquín Sabina
09- Jamás te olvidaré - con Marcela Morelo
10- O que será o [À flor da terra] - con Daniela Mercury
11- Cántame - con Franco de Vita
12- La luna llena - con Rubén Rada y La Chilinga
13- Canción de las cantinas - con Alberto Rojo
14- Donde termina el asfalto - con Coqui Sosa
15- Insensatez - con Luis Salinas
16- Misionera - con Luis Carlos Borges
17- Y así, así - con Luciano Pereyra
18- Himno Nacional Argentino - con Los Folkloristas

Mercedes Sosa - 30 Años (1994)

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30 Años (1994)


Tracklist
01. La Maza
02. María, María
03. Gracias A La Vida
04. Todo Cambia
05. Sólo Le Pido A Dios
06. Canción Con Todos
07. Años
08. Alfonsina y El Mar
09. María Va
10. Unicornio
11. Canción Para Carito
12. Luna Tucumana
13. Hermano, Dame Tu Mano
14. Como La Cigarra
15. Si Se Calla El Cantor
16. Inconsciente Colectivo
17. La Arenosa
18. Duerme, Negrito
19. Al Jardín De La República
20. Y Dale Alegría A Mi Corazón

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Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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