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blues women anthology volume 1

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O povo negro americano, após a abolição, tinha direito a uma mula e 40 acres de terra, mas poucos conseguiram receber. Havia um certo grau de liberdade nas suas vidas sexuais e o blues foi a primeira forma artística que emergiu após a abolição. Às mulheres não era permitido falar sobre sexualidade em público. Isso era um tabu. No contexto do blues podia-se explorar qualquer tema e nele as mulheres encontraram maneiras de conversar sobre o feminismo, falar de sexualidade. E as mulheres negras nos anos 20 emergiram como cantoras profissionais de blues e assim foram gravando músicas. E algumas não só ajudaram a construir a história do gênero como também mudaram os rumos da indústria fonográfica que ainda engatinhava e não apostava tanto em música para as camadas mais humildes da sociedade. As gravadoras ganharam um bom dinheiro com os ‘race records’, discos direcionados para a população negra, e com isso, iniciaram algo muito comum no mundo da música: as turnês de divulgação do novo disco. As artistas já eram conhecidas em algumas cidades por fazerem parte dos ‘Minstrels Shows’, que eram apresentações de música, dança e teatro que circulavam pelas cidades e improvisavam o espaço como um circo. Com a gravação de ‘Crazy Blues’, na voz de Mamie Smith, em 1920, os ‘Minstrels Shows’ diminuíram em troca de apresentações para divulgação do disco comercializado, rendendo até mais dinheiro e popularidade para as cantoras.

A coletânea ‘Blues Women Anthology’ é uma homenagem às cantoras de blues, baseada na linha de tempo desse estilo musical. Tudo começa com Mamie Smith que realizou a gravação do primeiro clássico e chegou a ganhar 2 mil dólares em uma apresentação, valor muito alto para a época, mas morreu pobre e foi enterrada como indigente. Vinte anos depois fãs e músicos arrecadaram dinheiro para colocar uma lápide no seu túmulo. Clara Smith era ousada nos shows, fazendo provocações aos homens e mulheres presentes, gravou mais de 100 músicas e infelizmente não tem até hoje o reconhecimento merecido. Ma Rainey foi outra cantora que se iniciou nos ‘Minstrels Shows’ e se tornou uma grande artista nos discos do selo Paramount. Soube administrar o dinheiro que ganhou comprando dois teatros, que a sustentavam nos períodos em que não gravava ou se apresentava. Ma Rainey infuenciou diretamente Bessie Smith, assim como as cantoras do blues contemporâneo, Marcia Ball e Bonnie Raitt.

Victoria Spivey também gravou muitos clássicos e foi uma grande aposta das gravadoras. Com a crise de 1929, Spivey voltou-se para a carreira cinematográfica. Abandonou o cinema para se dedicar a religião e com o 'ressurgimento' do blues nos anos 60, voltou aos palcos e lançou seu próprio selo, onde gravou artistas que estavam esquecidos. Outra cantora do blues clássico dos anos 1920 foi Trixie Smith que tinha uma voz inconfundível e trabalhou em teatros de Nova York durante os anos 1920 e 30, como atriz-cantora. Fez as primeiras gravações para o selo ‘Black Swan’ em 1922. E entre as gravações estava ‘My Man Rocks Me (With One Steady Roll)’ de interesse histórico como a primeira gravação secular por fazer referência a frase ‘rock and roll’. Memphis Minnie que durante sua carreira nunca deixou de lado o espírito do blues do campo mesmo tocando em grandes cidades. Outra figura importante desse período foi Ida Cox que teve uma carreira mais duradoura apesar da crise de 1929 que devastou financeiramente os EUA. Big Mama Thornton cujo estilo rude acabou arrastando-a para o blues elétrico de Chicago, onde foi ‘adotada’ por Muddy Waters. Koko Taylor descoberta por Willie Dixon que canta um blues urbano que passa pelo soul e R&B, sempre com uma banda elétrica ao extremo. Rory Block que se dedica muito ao blues e country de raiz. Bonnie Raitt talvez a artista de blues e country branca mais famosa dos últimos anos.

Bessie Smith, que em 1923, atingiu o mais alto pedestal que uma cantora de blues poderia atingir é a primeira grande cantora de blues e um das mais poderosas de todos os tempos, e com razão ganhou o título de ‘Empress of the Blues’. Mesmo em seus primeiros registros de 1923, sua voz apaixonada superou a qualidade primitiva da gravação. Bessie Smith simplesmente não tinha concorrência, foi a artista da indústria fonográfica mais bem paga durante a década de 1920, chegando a vender sozinha pela Columbia o que três artistas de outras companhias vendiam juntas. Foi realmente um fenômeno. Foi a maior estrela que o blues já teve. Influência marcante nas cantoras de sua época e também de Billie Holiday, Etta James e mais tarde Janis Joplin que foi assim chamada ‘cantora branca de voz negra’, que foi a primeira mulher a brilhar no mundo masculino do rock e que também marcou para sempre a história do blues.




Volume 1

download: CD 1
parte I    parte II


coleção - Blues Women Anthology vol 1 cd 1


Tracklist CD 1
01. Rory Block - Peavine Blues
02. Karin Rudefelt & Doctor Blues - It's a Curse
03. Big Mama Thornton - Hound Dog
04. Marcia Ball - Mobile
05. Memphis Minnie - Killer Diller Blues
06. Nina Hagen & Leipzig Big Band - Sugar Blues
07. Ma Rainey - Runaway Blues
08. Aretha Franklin - Today I Sing The Blues
09. Maggie Bell & Stone The Crows - The Touch Of Your Loving Hand
10. Jo Anne Kelly - The Girl I Love, She Got Long Curly Hair
11. Billie Holiday - God Bless The Child
12. Diamanda Galás & John Paul Jones - Dark End Of The Street
13. Ella Fitzgerald - Blues in the Night
14. Janis Joplin - Turtle Blues
15. Clara Smith - For Sale (Hannah Johnson's Big Jack Ass)
16. Isabel Tavares & Black Coffee Band - Chain Of Fools
17. Elle Walker & Matt Corcoran - Can't Sing
18. Marva Whitney - I'm Tired, I'm Tired, I'm Tiered
19. Sheryl Crow - Long Gone Lonesome Blues (live)
20. Deborah Coleman & Joe Willie 'Pinetop' Perkins - Meanest Woman
21. Etta James - I Just Wanna Make Love To You
22. Diana Krall & Vince Benedetti - Detroit Blues

janis joplin - turtle blues






Volume 1

download: CD 2
parte I    parte II





coleção - Blues Women Anthology vol 1 cd 2





Tracklist CD 2
01. Etta James - Hoochie Coochie Girl
02. Marcia Ball - Scene of the Crime
03. Carmen McRae & Dave Brubeck - Travellin' Blues
04. Ma Rainey - See See Rider Blues
05. Sheryl Crow - Tombstone Blues
06. Diamanda Galás - Reap What You Sow
07. Isabel Tavares & Black Coffee Band - Proud Mary
08. Karin Rudefelt & Doctor Blues - My Baby And The Booze
09. Virginia Liston - I've Got What It Takes
10. Ella Fitzgerald & The Tommy Flanagan Trio - I Ain't Got Nothing
11. Odetta - Another Man Done Gone
12. Rory Block - Big Road Blues
13. Big Mama Thornton - Ball And Chain
14. Diana Krall - Body And Soul
15. Amy Madigan & Ry Cooder - He Made a Woman Out Of Me
16. Billie Holiday - I Must Have That Man
17. Precious Bryant - Don't Jump My Pony
18. Norah Jones - Bessie Smith
19. Aretha Franklin - I Never Loved A Man
20. Clara Smith - Kitchen Mechanic Blues
21. Janis Joplin - Mercedes Benz
22. Memphis Minnie - Fashion Plate Daddy

karin rudefelt & doctor blues - my baby and the booze




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Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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