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No início dos anos 70, atraídos pelo rugido da guitarra acústica e conhecendo-se nas loucas noites das discotecas de Los Angeles, Gleen Frey na guitarra, Bernie Leadon no banjo, bandolim e guitarra, Randy Meisner no baixo e Don Hendley na bateria, foram contatados por um produtor que os juntou como banda de acompanhamento da cantora norte-americana Linda Rondstadt. Pouco depois, formaram um grupo que dominaria os rankings por oito anos, chegando a ganhar quatro ‘Grammys’. Querendo um nome que soasse místico, espiritual, e algo como ‘Beatles’, chamaram-se ‘Eagles’. Baseado num estilo country-rock e sem se meterem na política que dominava a música, as canções eram contagiantes, cheias de romance e experiências quotidianas. Os Estados Unidos responderam aos ‘Eagles’ com um entusiasmo imediato, mas os programadores de rádios diziam que era muito rock para country e demasiado country para rock. Com a chegada de Don Felder na guitarra foi o primeiro sinal da mudança do rock country para rock puro. A banda tornou-se então um dos maiores sucessos comerciais dos EUA. O ápice veio em 1976, com o lançamento de 'Hotel Califórnia', cuja faixa-título é considerada um dos grandes clássicos do rock, com seu inspirado solo de guitarra e com a sua poesia misteriosa, que descreve a Califórnia e o mundo como um lugar de diferenças incorrigíveis, onde a santa torna-se rebelde e o puro torna-se corrupto e o bom torna-se mau sem nenhuma razão. Para eles, isso era Califórnia nos anos 70.

eagles O sucesso fulminante da banda fez com que a mídia sensacionalista insinuasse que havia algo supostamente sobrenatural acontecendo. Iniciou-se então uma busca intensa de provas de que a banda havia feito pacto com o demônio em troca da fama, de que a banda tinha laços com uma organização conhecida como ‘Igreja de Satã’ que custaram a ser desmentidas. Para completar, surgiram boatos que a música “Hotel Califórnia” era uma ode à seita, cuja sede na Califórnia teria sido um hotel outrora. Chegaram a dizer que se a música fosse tocada ao contrário surgiriam mensagens satânicas. O grupo se dissolveu em 1980. Em 1994, a pedido dos fãs, alguns membros da banda voltaram se a reunir para fazer shows novamente. Como demonstraram no concerto de 2007 em Los Angeles o passar dos anos envelheceu a pele, mas não enrugou a voz e nem tirou a força do rock peculiar da banda, todos beirando os 60 anos de idade começaram com quatro canções do novo álbum 'Long Road Out of Eden', uma volta ao mercado fonográfico após 28 anos sem gravar.

eagles - witchy woman




Eagles – The Complete Greatest Hits (2003)

The Complete Greatest Hits (2003)

download:
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. Take It Easy
02. Witchy Woman
03. Peaceful Easy Feeling
04. Desperado
05. Tequila Sunrise
06. Doolin Dalton
07. Already Gone
08. The Best of My Love
09. James Dean
10. Ol' '55
11. Midnight Flyer
12. On the Border
13. Lyin' Eyes
14. One of These Nights
15. Take It to the Limit
16. After the Thrill Is Gone
17. Hotel California

Tracklist CD 2
01. Life in the Fast Lane
02. Wasted Time
03. Victim of Love
04. The Last Resort
05. New Kid in Town
06. Please Come Home for Christmas
07. Heartache Tonight
08. The Sad Café
09. I Can't Tell You Why
10. The Long Run
11. In the City
12. Those Shoes
13. Seven Bridges Road
14. Love Will Keep Us Alive
15. Get Over It
16. Hole in the World (new recording)

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Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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