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farinelli - il castrato

Carlo Maria Broschi (Farinelli)

Castrato (plural castrati) é um cantor masculino cuja extensão vocal corresponde à das vozes femininas, seja de soprano, mezzo-soprano, ou contralto. E isso somente era possível com uma cirurgia onde eram cortados canais provenientes dos testículos. Essa prática teve início com o surgimento da necessidade de vozes agudas nos coros das igrejas da Europa Ocidental, já que a Igreja Católica Romana não aceitava mulheres no coro das igrejas. Os castrati eram muito populares e, sobretudo, reputados artistas da ópera italiana. Castrados antes da puberdade mantinham cordas vocais pequenas que lhes possibilitavam alcançar os timbres mais altos. Um intenso treinamento conferia à voz de um castrato uma combinação virtuosa de voz masculina emitida por poderosos pulmões adultos, capaz de chegar aos extremos agudos da escala musical. A prática nasceu na Itália do século 17, onde anualmente cerca de 4 mil garotos, em geral de famílias pobres, eram castrados a partir dos oito anos de idade. O procedimento foi banido em 1870, mas o último castrato, Alessandro Moreschi, ainda chegou a gravar em 1902. Poucos castrati chegavam ao sucesso, mas os que o faziam se tornavam as estrelas artísticas de seu tempo, e se comportavam como tal. Os que conseguiam ir além de uma vida relativamente desconhecida como cantores de ópera ou solistas de igreja cobravam cachês astronômicos e tinham legiões de admiradores.

alessandro moreschiO cinema franco-belga-italiano imortalizou o mais famoso castrato do século XVIII: Farinelli (1705 - 1782), como era conhecido Carlo Maria Broschi, o mais popular e bem pago cantor de ópera da Europa, no século XVIII, e que foi castrado quando tinha apenas 10 anos de idade. Em 1994, foi lançado o filme ‘Farinelli - Il Castrato’, dirigido por Gerard Corbiau. O filme focaliza a vida do mítico cantor italiano que iniciou sua carreira ao lado do irmão, o pianista Riccardo Broschi, e que na fase adulta conquistou uma voz inigualável, jamais alcançada por outro cantor de ópera; especula-se que Farinelli cantava até 250 notas mantendo o mesmo fôlego. Aluno de Nicola Porpora ganhou muito prestígio em toda a Europa. Aparece como um galã, de olhar triste e solitário, que encerrou a carreira como cantor exclusivo do rei Felipe V da Espanha, que o contratou porque seu canto era a única coisa que o tirava da depressão.

O filme não trata apenas da glória, fama e riqueza. Mostra também um universo barroco de sofrimento, desprezo e expiação. Farinelli podia ser comparado a um semideus pela voz angelical de soprano, mas ainda assim era tão humano quanto qualquer um, com falhas e fraquezas. O cineasta belga não se limita apenas a relatar a história de Farinelli, mas também cria inúmeras controvérsias sobre o passado pouco conhecido do cantor. O filme mostra também como Farinelli, embora plebeu, foi revolucionário, fazendo a nobreza inclinar-se diante de si; e depois o desprezo dessa mesma nobreza aos cantores castrati que ao perderem força junto a arte européia passaram a ser vistos como meio homens na ótica social da época. A produção utiliza-se, como trilha sonora, de temas musicais de compositores barrocos como Riccardo Broschi, irmão de Farinelli, Johann Adolf Hasse, Giovanni Battista Pergoli, Nicola Antonio Porpora e o mais emblemático de todos, Georg Friedrich Händel, que quase vai à falência devido ao que vive com Farinelli quando este rouba o público de seu teatro para o do concorrente.

farinelli - son qual nave ch'agitata




soundtrack - Farinelli - Il Castrato (1995)

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Farinelli - Il Castrato (1995)


Tracklist
01. Son qual nave ch'agitata (Riccardo Broschi)
02. Alto giove (Nicola Porpora)
03. Se al labbro mio non credi (Riccardo Broschi)
04. Ombra fedele anch'io (Riccardo Broschi)
05. Artaserse (Johann-Adolf Hasse)
06. Lascia ch'io pianga (Georg-Friedrich Haendel)
07. Cara Sposa (Georg-Friedrich Haendel)
08. Rinaldo (Georg-Friedrich Haendel)
09. Generoso risuegliati o coro (Johann-Adolf Hasse)
10. Salve Regina (Giovanni-Battista Pergolese)
11. Alto Giove (Nicola Porpora)

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Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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