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ópera rock: joe's garage

frank zappa

Controvertido, cínico, mordaz, irônico, polêmico, inovador, adjetivos que são marcas de Frank Zappa, um dos mais estranhos e geniais músicos do rock, apaixonado por sua arte, e que nunca permitiu ser rotulado. Por ter sido um crítico incansável do conformismo, da mediocridade e da hipocrisia, a música de Zappa foi muito usada pela juventude, envolvida em diversos conflitos políticos na época, uma de suas músicas tornou-se hino dos estudantes da antiga Tchecoslováquia, que lutavam contra o regime comunista vigente no país. O ‘american way of life’ era um de seus alvos preferenciais, bem como a Igreja, com sua moral duvidosa, e o Estado, que eram considerados por ele uma coisa só.

Em 1985, Zappa foi uma das principais vozes a se levantar contra o PMRC (Parents’ Music Resource Council), organização liderada por Tipper Gore, esposa do então senador Al Gore, que acusava a indústria fonográfica de expor a juventude, através das letras das músicas, ao sexo, à violência, às drogas e ao álcool. Zappa declarou que não passava de um grupo de donas-de-casa entediadas, acusou o conselho de censura à liberdade de expressão, primeiro em uma carta aberta ao Presidente Ronald Reagan e, depois, numa série de depoimentos perante o comitê do Senado americano. E considerava que o seu trabalho contribuia para um melhor esclarecimento político das pessoas. Todo o seu trajeto foi marcado por uma simples obsessão: a expressão livre do indivíduo.

Ike Willis e frank zappaNa ópera rock Joe's Garage: Acts I, II e III de 1979, que conta a história do que poderia acontecer se a música tornar-se ilegal, todas as canções foram escritas, arranjadas e conduzidas por Frank Zappa. Os principais temas da história incluem as bandas de garagem, zombarias em torno da Cientologia, mas, sobretudo, a censura da música como uma forma de arte. A ópera começa com a ‘The Central Scrutinizer’ que explica que o seu trabalho é fazer cumprir as leis, quando a música for ilegal e mostrar o que pode acontecer se alguém escolher uma carreira na música, como Joe o protagonista da ópera, que costumava ser um bom menino e cortar a grama dos vizinhos, mas quando descobriu o rock, ele passa todo o seu tempo tocando música em sua garagem, e por causa do som alto, os vizinhos, muitas vezes são obrigados a chamar a polícia. Na delegacia, o conselheiro sempre lhe dá um donut e o aconselha a ficar mais perto da Igreja exercendo atividades sociais. Joe encontra uma nova namorada, Maria, uma menina católica que o abandona para seguir a banda ‘Toad-O’. Deprimido Joe tem relações sexuais com Lucille, uma garota que trabalha no ‘Jack-In-The-Box’ e que lhe transmite uma doença venérea a qual, Joe diz ter contraído no banheiro.

No ato II, Joe volta-se para a religião e contribui com dinheiro para ‘L. Ron Hoover’ da Primeira Igreja de Appliantology (uma paródia da Igreja da Cientologia). Ali, Joe descobre que poderá obter uma gratificação sexual através do uso de máquinas em um clube onde os seres humanos podem ter relações sexuais com aparelhos. Joe localiza uma máquina que gosta Sy Borg. Joe acaba por destruir Sy e como deu todo o seu dinheiro à Igreja e, portanto, é incapaz de pagar pelos danos, é jogado em uma prisão especial que é pintada toda de verde e lotada por criminosos do mundo da música. Joe é repetidamente violentado por músicos e ex-executivos de gravadoras, quando não está cheirando linhas de detergente. No ato III, Joe é libertado da prisão, e a música já é ilegal. Desequilibrado mentalmente começa a imaginar todas as notas da guitarra que ele não pode mais tocar. Ike Willis, cantor e guitarrista que foi um sideman regular de Frank Zappa é quem canta a música ‘Joe's Garage'.

ike willis - joe's garage




frank zappa - joe's garage (1979)

Joe's Garage: Acts I, II & III (1979)

download: CD 1
parte I    parte II

download: CD 2
parte I    parte II

Tracklist CD 1
01. Central Scrutinizer
02. Joe's Garage
03. Catholic Girls
04. Crew Slut
05. Fembot in a Wet T-Shirt
06. On the Bus
07. Why Does It Hurt When I Pee?
08. Lucille Has Messed My Mind Up
09. Scrutinizer Postlude
10. Token of My Extreme
11. Stick It Out
12. Sy Borg

Tracklist CD 2
01. Dong Work for Yuda
02. Keep It Greasey
03. Outside Now
04. He Used to Cut the Grass
05. Packard Goose
06. Watermelon in Easter Hay
07. Little Green Rosetta

Act I
Side one
1. "The Central Scrutinizer"
2. "Joe's Garage"
3. "Catholic Girls"
4. "Crew Slut"
Side two
1. "Fembot in a Wet T-Shirt" (aka "Wet T-Shirt Nite")
2. "On the Bus" (aka "Toad-O Line")
3. "Why Does It Hurt When I Pee?"
4. "Lucille Has Messed My Mind Up"
5. "Scrutinizer Postlude" –

Act II
Side one
1. "A Token of My Extreme"
2. "Stick It Out"
3. "Sy Borg"
Side two
1. "Dong Work for Yuda"
2. "Keep It Greasey"
3. "Outside Now"

Act III
Side three
1. "He Used to Cut the Grass"
2. "Packard Goose"
Side four
1. "Watermelon in Easter Hay"
2. "A Little Green Rosetta"

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Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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