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touch of evil

 touch of evil (1958) movie

Ramon Miguel Vargas é um chefe de polícia mexicano que está em lua-de-mel com sua mulher Susan Vargas numa cidadezinha bem perto da fronteira com os Estados Unidos da América. Quando um assassinato acontece, os conceitos da ética policial de Ramon se confrontam diretamente com os de Hank Quinlan, o corrupto capitão da polícia local. O policial Vargas (Charlton Heston) ao discordar dos procedimentos utilizados pelo colega Quinlan (Orson Welles), no que diz respeito ao uso da autoridade policial adverte: impor as leis é um trabalho sujo. É neste horizonte ético que se desenvolvem vários confrontos entre os dois personagens, envolvidos na investigação do assassinato que conduz a trama de ‘Touch Of Evil’ (no Brasil ‘A Marca da Maldade’), filme americano de 1958. É um grande thriller noir, um clássico cult, uma obra-prima do escritor-diretor-ator Orson Welles. Foi seu último filme americano. Apesar de pouco apreciado nos EUA, ter sido um fracasso de bilheteria, criticado e classificado como um filme B, ele foi recebido com ótimas críticas na Europa, e ganhou o prêmio de melhor filme no Festival de Cinema de Bruxelas, tendo Truffaut e Godard entre os jurados. Foi totalmente ignorado pela Academia que concedeu todas as honras para o fútil conto musical ‘Gigi’ (1958) com um recorde de nove estatuetas.

 touch of evil - orson welles‘Touch Of Evil’ é uma adaptação, feita por Orson Welles, do livro ‘Badge of Evil’, de Whit Masterson. Dez anos depois de ter filmado ‘Macbeth’, de 1948, ele voltou a dirigir uma produção de um estúdio americano, graças à influência de Charlton Heston. Ignorando as recomendações do estúdio, reescreveu o roteiro e transformou ‘Touch of Evil’ em um eterno clássico. Welles desprezava os executivos e não conseguia ver inteligência neles. Foi impedido de filmar em Tijuana que seria perfeito já que a trama era ambientada na fronteira entre México e Estados Unidos. Para o estúdio poder controlá-lo teve que filmar em Venice, Califórnia. Durante as filmagens reescrevia as falas do elenco e o roteiro durante o dia, as gravações eram feitas à noite, para evitar visitas indesejadas. No final, a versão foi completamente adulterada pelos executivos da ‘Universal Pictures’, que não gostaram do resultado final apresentado pelo mestre Orson Welles. Eles simplesmente reescreveram trechos, refilmaram cenas e reeditaram o filme, sem a presença de Welles. Foram inseridas cenas de diálogos. Welles nunca entendeu por que o estúdio se voltou contra o filme e, depois de assistir à cópia reeditada, escreveu uma carta de 58 páginas. Não foi ouvido, mas, 40 anos depois, a dupla Bob O´Neil e Rick Schmidlin encontrou a carta e resolveu remontar o filme seguindo as instruções de Welles, acrescentando cenas que estavam nos arquivos da Universal. Hoje se vê que na versão original, tudo estava claro no filme, e com muito mais ritmo.

 touch of evil - henry manciniAlém de grandes estrelas como Charlton Heston, Janet Leigh, Akim Tamiroff, Orson Welles facilmente persuadiu Joseph Cotten, Marlene Dietrich, Mercedes McCambridge e Keenan Wynn para aparecerem no filme, além da pequena participação de Zsa Zsa Gabor. Foi em ‘Touch Of Evil’ que Janeth Leigh, cinco anos antes de ser esfaqueada em um chuveiro no ‘Bates Motel’, descobriria uma das grandes diferenças entre Orson Welles e outros grandes diretores. Ele entendia que o filme é um processo em evolução que pode melhorar sempre ao longo das filmagens. Já Alfred Hitchcok chegava ao set com o filme pronto e não admitia uma alteração sequer. Além da extraordinária fotografia de Russell Metty, o filme conta com a ótima trilha sonora de Henry Mancini cuja importância reside em ter aberto um divisor de águas na história da música para o cinema, ao colocar em ‘Touch of Evil’ o que estava na moda: o jazz. Henry Mancini quebrou o padrão estabelecido pelos europeus, temperou ‘Touch of Evil’ com metais de jazz, inconfundivelmente americano.

henry mancini - strollin blues



touch of evil - soundtrack

download:
Touch of Evil (1958)


Tracklist
01. Main Title
02. Borderline Montuna
03. Strollin' Blues
04. Orson Around
05. Reflection
06. Tana's Theme
07. Flashing Nuisance
08. Something for Susan
09. The Boss
10. Rock Me to Sleep
11. The Big Drag
12. Ku Ku
13. Son of Raunchy
14. Lease Breaker
15. Background for Murder
16. Barroom Rock
17. Pigeon Caged
18. Blue Pianola
19. The Chase

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Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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