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khaled

'Cheb Khaled', ou simplesmente Khaled, cujo nome de nascimento é Khaled Hadj Brahim, nascido na Argélia em 1960, é um dos mais conhecidos cantores e compositor e principal figura do 'blues do deserto'. Khaled investe na mistura de música árabe com gêneros contemporâneos. Conhecido como o rei do raï, ele é um dos nomes mais representativos do gênero, que surgiu na Argélia no final dos anos 70. Começou a se tornar conhecido na década de 80, quando ainda usava o nome artístico Cheb Khaled. Fã desde garoto de artistas como James Brown, Elvis Presley, Beatles e Charles Aznavour, ele lançou seu primeiro single aos 16 anos. Sofrendo com a repressão política que marcava seu país e que tinha os músicos pop como alvos constantes, ao participar em 1986, de um festival de música rai, em uma região próxima de Paris, o pop argelino gostou tanto que resolveu se mudar para a França, fugindo assim, da perseguição dos fundamentalistas islâmicos, dos quais discorda quanto aos rígidos princípios religiosos. Nas músicas, demonstra engajamento falando de amor e liberdade, fazendo poesia erótica de cunho político.

Após vários discos de boa repercussão, ele estoura em 1991 com um disco que inclui as músicas ‘Didi’ e ‘El Arbi’. E é com este mesmo CD, oito anos depois, que Khaled se torna um grande sucesso no Brasil. O suingue das arábias conquistou a noite e as rádios e abriu espaço para a música oriental no país. Freqüentadores da noite e ouvintes de rádio passaram a perguntar de quem é 'aquela música árabe' que encanta muita gente à primeira audição. Tratava-se de 'El Arbi' que fez parte da trilha sonora de uma novela de grande audiência na TV brasileira, que depois, tocou durante anos em festas universitárias e redutos de world music. Em seus discos de grande êxito, Khaled mistura as raízes da música raï com reggae, o funk, o flamenco, o calipso e outros cantos do leste da Europa, no entanto, o último álbum de Khaled, é uma genuína volta às raízes e essência da música raí. Sempre com um cálido sorriso e com acordes egípcios faz uma homenagem ao povo argelino e ao seu folclore. Mesmo que poucos entendam a letra, 'El Arbi' tem um encanto hipnótico. Acima de tudo pela voz exuberante de Khaled, autor da canção. Seus versos dizem o seguinte: 'eu sou o árabe, filho da floresta e a perdiz é minha paixão...eu sou o árabe, filho do deserto e a areia é minha paixão. nem as flores nem as pessoas queridas me deixam tão apaixonado'.

khaled - el arbi



Khaled (1992)

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Khaled (1992)


Tracklist
01. Didi
02. Arbi
03. Wahrane
04. Ragda
05. Ghatli
06. Liah Liah
07. Mauvais Sang
08. Braya
09. Ne m'en Voulez Pas
10. Sbabi
11. Harai Harai

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Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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