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paulo moura - os gênios não morrem jamais

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paulo mouraOntem, 12 de julho de 2010, partiu o saxofonista, clarinetista, compositor e arranjador Paulo Moura. Os gênios não morrem jamais como observou o pintor surrealista espanhol Salvador Dali. Paulo Moura era considerado um dos principais nomes da música instrumental no Brasil, para mim o maior instrumentista brasileiro. Paulo Moura faria 78 anos nesta quinta-feira, dia 15 de julho. Dono de uma carreira exemplar e músico respeitado mundialmente, ele tinha formação clássica, foi músico da orquestra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, escreveu temas musicais para cinema e televisão. Fã do jazz também trafegava com desenvoltura nos ritmos regionais brasileiros como o samba, choro e maxixe. Era o caçula de dez irmãos, seis deles músicos, ensaiados pelo pai, Pedro Moura, marceneiro de profissão que tocava clarineta e saxofone em São José do Rio Preto, cidade do interior do Estado de São Paulo. Paulo Mouta ganhou sua primeira clarineta aos nove anos. Aos quatorze anos começou a tocar na banda do pai. Em 1945, a família se mudou para o Rio de Janeiro. Deixou a escola e passou a dedicar-se totalmente à música, estudando clarineta, teoria musical e solfejo. Passou a tocar profissionalmente em clubes e voltou a estudar. Incluiu o sax alto em seus estudos musicais. Em 1951 foi contratado para ser o primeiro saxofonista solista de uma orquestra de rádio e passa a gravar com grandes cantores brasileiros.

paulo mouraO maestro Leonard Bernstein quando veio ao Rio de Janeiro convidou Paulo Moura para tocar sob sua regência interpretando obras de George Gershwin. Fascinado pelo jazz, que dominava as noites do Rio de Janeiro e São Paulo, sob influência de Dizzy Gillespie, Stan Kenton foi premiado como o melhor clarinetista e melhor saxofonista no concurso ‘Em tempo de Jazz’ de um programa de rádio. Em uma viagem com a orquestra de Ary Barroso, Paulo Moura conheceu Gillespie em New York. De volta ao Brasil, em 1956, cria sua primeira orquestra, inspirada nas big bands americanas. Aos 23 anos, escrevia os arranjos, escolhia o repertório e ensaiava músicos que depois se tornariam como ele, destaques da musica instrumental. No mesmo ano gravou seu primeiro disco, ‘Moto Perpetuo’. Em 1959, executando a ‘Primeira Rapsódia’, de Debussy, classifica-se em primeiro lugar no concurso do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Apaixona-se pela música clássica e toca sob a regência de grandes maestros. Em 1968, grava ‘Hepteto’ e no ano seguinte ‘Quarteto’.

paulo mouraA promissora carreira na música popular não o afasta da música clássica, ele entra nos anos 60 em grande estilo, e lança ‘Paulo Moura Interpreta Radamés Gnatalli’, um disco com músicas feitas pelo famoso maestro especialmente para sua clarineta. Nas gravações, Radamés o acompanha ao piano e Baden Powell no violão. Em 1962, forma com Sergio Mendes o ‘Bossa Rio’, que toca no Carnegie Hall, em Nova York com Tom Jobim, Stan Getz e João Gilberto. Paulo Moura conheceu o pianista norte-americano Cliff Korman em 1981, quando foi a Woodstock, no estado de New York, para dar aulas. Cliff, na época um jovem pianista, foi o primeiro a levantar a mão quando o clarinetista perguntou se alguém gostaria de tocar um pouco com ele. Desde então, estabeleceu-se uma parceria que resultou em vários shows e discos gravados, entre eles ‘Gafieira Jazz’, um encontro de culturas e criações, Paulo Moura e Cliff Korman promovem uma gafieira com sabores do jazz. Gafieira é o local onde, por volta do fim do século XIX e início do século XX em diante, tradicionalmente as classes mais humildes podiam freqüentar para dançar o samba de gafieira ou samba sincopado. Não chegava a ser um clube e sim uma alternativa para essas pessoas. Paulo Moura ganhou o primeiro Grammy Latino para Música de Raiz com o trabalho ‘Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas’, em 2000. E foi indicado novamente ao Grammy em 2008, na categoria Melhor CD Instrumental, como disco ‘Pra cá e Pra Lá’.

paulo moura - ingenuo



paulo moura - hepteto (1968)    paulo moura - quarteto (1968)

Hepteto (1968)     |    Quarteto (1969)

Hepteto (1968)
Personnel: Paulo Moura (alto sax, musical) Oberdan Magalhaes (tenor sax) Darcy da Cruz (trompete) Cesário Constâncio (trombone) Luiz Carlos (baixo) Wagner Tiso (piano) Paschoal Meirelles (bateria)
Tracklist: 01. Bonita (Tom Jobim / Ray Gilbert) 02. Travessia (Milton Nascimento / Fernando Brant) 03. Das Tardes Mais Sós (Milton Nascimento) 04. Homem do Meu Mundo (Marcos Valle / Paulo Sergio Valle) 05. Bitucada (Wagner Tiso) 06. Nem Precisou Mais Um Sol (Milton Nascimento) 07. No Brilho da Faca (Wagner Tiso / Novelli / Paulo Sergio Valle) 08. Wave (Tom Jobim) 09. Três Pontas (Milton Nascimento / Ronaldo Bastos) 10. Outubro (Milton Nascimento)

Quarteto (1969)
Personnel: Paulo Moura (sax alto) Wagner Tiso (piano) Luis Carlos (baixo) Paschoal Meirelles (bateria)
Tracklist: 01. Lamento do Morro (Tom Jobim / Vinicius de Moraes) 02. Eu e a Brisa (Johnny Alf) 03. Meu Lugar (Luis Fernando Werneck / Danilo Caymmi / Fernando Brant) 04. Aos Pés da Santa Cruz (Marino Pinto / Zé da Zilda) 05. Yardbird Suíte (C. Parker) 06. Sá Marina (Antônio Adolfo / Tibério Gaspar) 07. Retrato de Benny Carter (Wagner Tiso) 08. Razão (Alberto Arantes / Sergio Bittencourt) 09. Feitio de Oração (Vadico / Noel Rosa) 10. Terra (Milton Nascimento / Márcio Borges)

paulo moura - gafieira etc & tal (1986)    Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas (1998)

Gafieira Etc & Tal (1986)    |    Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas (1998)

Gafieira Etc & Tal (1986)
Tracklist: 01. Diálogo (Para a paz mundial) 02. Ao velho Pedro 03. Rio Negro 04. Alma brasileira 05. Nada além 06. Fibra / Magia do samba (Bate pandeiro) / Jogada / MRA

Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas (1998)
Tracklist: 01. Ainda me recordo 02. Segura ele 03. Proezas de Solon 04. Cochichando 05. Ingênuo 06. Lamentos 07. Carinhoso 08. Mistura e manda 09. Batuque na cozinha 10. Oito batutas 11. Pelo Telefone 12. Rosa 13. Naquele tempo 14. Vou vivendo 15. Um a zero 16. Urubu malandro

paulo moura - k-ximblues (2001)    paulo moura & cliff korman - gafieira jazz (2006)

K-XIMblues (2001)    |    Paulo Moura e Cliff Korman – Gafieira Jazz (2006)

K-XIMblues (2001)
Tracklist: 01. Sempre 02. K-Xintema 03. Auto plágio 04. Catita 05. Sonoroso 06. Sonhando 07. Ternura 08. Just walking 09. K-Ximbodega / Eu quero sossego 10. Velhos companheiros

Paulo Moura e Cliff Korman – Gafieira Jazz (2006)
Personnel: Paulo Moura (sax alto) Cliff Korman (piano) David Fink (baixo) Paulo Braga (bateria) Mestre Zé Paulo (cavaquinho)
Tracklist: 01. Saxofone, porque choras 02. Sozinha 03. Noites cariocas 04. Pedacinhos do céu 05. Manhã de carnaval 06. Tarde de chuva 07. 1 X 0 08. Mulatas 09. Alma brasileira

paulo moura interpreta radames gnattali (1959)    Paulo Moura, Formiga, Altamirro Carrilho e Abel Ferreira Interpretam Vivaldi, Webber, Purcell e Villa Lobos com Orquestra Sinfônica Brasileira (1977)

Interpreta Radames Gnattali (1959)    |    Interpretam Vivaldi, Webber, Purcell e Villa Lobos (1977)

Paulo Moura Interpreta Radames Gnattali (1959)
Personnel: Paulo Moura (sax alto) Radames Gnattali (piano) Baden Powell (violão) Trinca (bateria) Vidal or Paulo (baixo)
Tracklist: 01. Monotonia 02. Devaneio 03. Nostalgia 04. Carioca 1959 05. Sempre a Sonhar 06. Valsa Triste 07. Penumbra 08. Romance

Paulo Moura, Formiga, Altamiro Carrilho e Abel Ferreira - Interpretam Vivaldi, Webber, Purcell e Villa Lobos com Orquestra Sinfônica Brasileira (1977)
Personnel: Paulo Moura (Fantasia para Sax Soprano e Orquestra - Villa-Lobos) Maestro Formiga (Fantasia para Trompete em Re e Orquestra - Purcell) Abel Ferreira (Concertino para Clarinete e Orquestra - Webber) Altamiro Carrilho (Concerto para Flautim e Orquestra - Vivaldi) Maestro Julio Medalha (Orquestra Sinfônica Brasileira)
Tracklist:
01. Henry Purcell - Fantasia para Trompete - A. Fanfarra
01. Henry Purcell - Fantasia para Trompete - B. Aria
01. Henry Purcell - Fantasia para Trompete - C. Magestoso
01. Henry Purcell - Fantasia para Trompete - D. Adagio
01. Henry Purcell - Fantasia para Trompete - E. Fanfarra
02. Carl Maria Von Weber - Conc.p.Clarinete e Orquestra
03. A.Vivaldi - Concerto para Flautim e Orquestra - A.Allegro
03. A.Vivaldi - Concerto para Flautim e Orquestra - B. Largo
03. A.Vivaldi - Concerto para Flautim e Orquestra - C. Allegro Molto
04. Villa-Lobos - Fantasia para Saxofone Soprano e Orquestra - A. Animé
04. Villa-Lobos - Fantasia para Saxofone Soprano e Orquestra - B. Lent
04. Villa-Lobos - Fantasia para Saxofone Soprano e Orquestra - C. Trés Animé

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Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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