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velvet goldmine

‘Glam rock’, também conhecido como glitter rock, é um estilo de música e subgênero do rock que foi criado na Inglaterra e se desenvolveu na década de 70. O figurino era composto por roupas, maquiagem, cílios postiços e penteados extravagantes, botas com solado plataforma, lantejoulas, paetês e brilho, muito brilho. E as músicas esbanjavam energia sexual. Nos EUA, o glam rock foi apenas difundido nas cidades de Nova Iorque e Los Angeles. O glam é mais conhecido por suas representações sexuais e de gênero e a ambiguidade da androginia, tudo temperado com muita teatralidade. As origens do glam rock estão associadas a Marc Bolan, do T. Rex. A partir de 1971, David Bowie desenvolveu sua persona Ziggy Stardust e foi a grande estrela internacional do estilo.

Velvet GoldmineO cult ‘Velvet Goldmine’, de 1998, do diretor Todd Haynes, é a androginia do glam rock em sua forma mais glamourosa. E claramente não é um filme para todos. Não é para homofóbicos. O filme é uma fantasia bonita e dolorosa ao mesmo tempo. É um filme feito de começos, fins e recomeços. Baseado nos rumores do romance entre Iggy Pop e David Bowie nos anos 70 é a história da vida, morte e ressurreição de um ídolo do glam rock chamado Brian Slade, interpretado por Jonathan Rhys-Meyers. Brian Slade inicia sua carreira como um ingênuo cantor e compositor com algumas idéias interessantes e incomuns, mas a sua criatividade é sufocada quando a máquina de marketing do seu empresário Jerry Divine assume as diretrizes de sua carreira. Slade tinha criado um alter-ego de si mesmo chamado Maxwell Demon, como Bowie criou Ziggy Stardust. E o personagem quase eclipsa o próprio Slade.

Finalmente, o exterior pré-fabricado é tudo o que sobrou dele. Depois de simular a sua própria morte no palco, os fãs se revoltam, e o cantor mergulha em drogas e na obscuridade. Sua história é contada em flashbacks, quando uma década mais tarde, o jornalista Arthur Stuart interpretado por Christian Bale é designado para investigar essa lenda do glam rock. Arthur Stuart não é também um mero espectador de todos estes acontecimentos. O desdobramento da história revela que ele era um grande fã de Slade, e através das entrevistas é inundado por lembranças de sua conturbada adolescência onde fez da música uma válvula de escape. Ao escavar o passado de Slade, ele também libera os seus próprios demônios. ‘Velvet Goldmine’ evoca uma variedade desconcertante de memórias.

Bowie, Iggy Pop and Lou ReedBrian Slade é casado com Mandy, inspirada em Angela, a primeira mulher de David Bowie, mas tem um caso com uma estrela do rock chamado Curt Wild. O ator Ewan McGregor como Curt Wild é a transcrição mal disfarçada de Iggy Pop. Alguns detalhes também evocam Lou Reed e Mick Jagger. Quem conhece um pouco da história e boatos destes anos, ao assistir ‘Velvet Goldmine’ sabe quem está por trás de cada personagem. Há muitas referências, como algumas frases sugeridas. A cena em que Curt e Brian são descobertos juntos na cama sugere o que aconteceu quando Angie encontrou David Bowie com Mick Jagger, o que resultou em divórcio. Além de focar o movimento glam, o filme é também sobre a aceitação da homossexualidade, no sentido de enfrentar e assumir a própria sexualidade.

Lou Reed, Mick Jagger & David BowieBrian Slade inspirado em David Bowie recita Oscar Wilde, um dos ícones gays mais marcantes. E o filme começa em Dublin com o nascimento do próprio Oscar Wilde, que mais tarde em idade avançada diz: eu quero ser um ídolo pop. Talvez um início destinado a estabelecer uma ligação entre Wilde e a geração crossdressing de Bowie e artistas performáticos que provocaram o público com sua bissexualidade aparente. E não se consegue encontrar falhas em um único ator. Toni Colette como Mandy Slade é uma maravilha, passando de menina ingênua para a esposa de um cínico e cansado roqueiro. Ela é engraçada e sutil ao sugerir um amor profundo e verdadeiro por Brian, apesar da dor da traição, quando ele termina o romance. De todos os personagens, Mandy parece ser a única que realmente amava o circo selvagem do glam rock. Mas, o filme pertence a Jonathan Rhys-Meyers. Como Brian ‘Bowie’ Slade ele é nada menos do que fascinante. Ele é magnético, assim como o próprio Bowie, é impossível tirar os olhos dele. A semelhança física recebeu todos os pequenos detalhes: as expressões, a postura, a linguagem do corpo. Mesmo a sua voz esganiçada evoca o Bowie jovem. Os trajes e a iluminação criam um mundo fantástico e ‘McCarren Park Pool’, um local conhecido por sua boa música fornece o cenário perfeito.

'Uma vez, não há muito tempo, os filhos de uma revolução olharam para o céu. E aí, pairando no meio de uma avenida de estrelas, tiveram uma visão do futuro, estranho e fascinante como qualquer sonho. O que eles viram na noite, ninguém pode dizer. Mas o que eles ouviram ainda pode ser ouvido hoje.'

Velvet GoldmineVelvet GoldmineVelvet Goldmine

Outra força de ‘Velvet Goldmine’ é a sua música, que consiste em músicas clássicas da época, bem como canções escritas especificamente para o filme combinando perfeitamente com as imagens visuais. Michael Stipe, do R.E.M., foi o produtor da trilha sonora. ‘Velvet Goldmine’ é também o título de uma canção de David Bowie, editada em 1975 no lado B de um disco contra a sua vontade. A trilha sonora conta com grandes bandas e músicos, mas nota-se a falta de David Bowie. Ele se recusou a ceder músicas de sua autoria para o filme. E o que poucos sabem: a presença do ‘Wylde Rattz’, composto por alguns renomados e respeitados nomes do punk rock como os guitarristas Ron Asheton (The Stooges), Thurston Moore (Sonic Youth), Don Fleming (Gumball), o baixista Mike Watt (Minutemen), o baterista Steve Shelley ( Sonic Youth ), e o vocalista Mark Arm (Mudhoney). O grupo inicialmente se reuniu em 1998, quando foi convidado pelo cineasta Todd Haynes para interpretar o clássico ‘TV Eye’ dos Stooges para o filme. O disco conta também com a participação do ‘Placebo’ cantando ‘20th Century Boy’, o hino do glam rock. Uma ótima coletânea de clássicos do glam rock.

placebo - 20th century boy



soundtrack - velvet goldmine (1998)

Velvet Goldmine: Original Motion Picture Soundtrack (1998)

Tracklist
01. Brian Eno - Needles in the Camel's Eye
02. Shudder to Think - Hot One
03. Placebo - 20th Century Boy
04. 2HB - Venus in Furs
05. T.V. Eye - Wylde Ratttz
06. Ballad of Maxwell Demon - Shudder To Think
07. The Whole Shebang - Grant Lee Buffalo
08. Ladytron - Venus in Furs
09. We Are the Boyz - Pulp
10. Virginia Plain - Roxy Music
11. Personality Crisis - Teenage Fanclub
12. Satellite of Love - Lou Reed
13. Diamond Meadows - T Rex
14. Bitter's End - Paul Kimble, Andy Mackay
15. Baby's on Fire - Venus in Furs
16. Bitter-Sweet - Venus in Furs
17. Velvet Spacetime - Carter Burwell
18. Tumbling Down - Venus In Furs
19. Make Me Smile (Come up and See Me) - Steve Harley

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Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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