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the adventures of priscilla, queen of the desert

The Adventures of Priscilla Queen of the Desert‘The Adventures of Priscilla Queen of the Desert’ é um filme difícil de ser classificado, tem muito de ‘road movie’, comédia, musical e drama. Um filme australiano incrivelmente criativo e visualmente maravilhoso. Um sucesso surpreendente de 1994 ancorado pelo ator britânico, geralmente ameaçador, Terence Stamp como a elegante e refinada travesti Bernadette que, na companhia das drag queens Mitzi (Hugo Weaving) e Felicia (Guy Pearce) decidem atravessar o deserto da Austrália em um ônibus escolar rosa de nome Priscilla, para atuarem em um cassino de Alice Springs, uma remota cidade turística. Bernadette está cansada de tudo isso e também é assombrada pela morte de um grande amor, no entanto, decide aceitar a oferta de Mitzi. Nessa aventura, acabam descobrindo segredos uma das outras, aprendendo a conviver com suas diferenças e tratando do preconceito de que são vítimas de uma forma irreverente. Entre várias surpresas, Felícia e Bernadette descobrem que a pessoa que as contratou para o show é simplesmente a ex-mulher de Mitzi. Com este grande segredo revelado e com longas horas na estrada pela frente o trio dubla canções, cria maquiagem e fantasias fabulosas e reúne uma multidão de personagens ao longo do caminho: desde aborígenes amigáveis até o confronto com moradores homofóbicos. E conhecem Bob (Bill Hunter), um mecânico afetuoso que se apaixona por Bernadette e se junta a elas para a última etapa de sua viagem quando o ônibus quebra no meio do nada.

Guy Pearce, Hugo Weaving and Terence StampO cinema nos proporciona, em sua grande tela, muitas possibilidades de ver o mundo, nos traz a magia da reapresentação da realidade. Através desta capacidade, o filme ‘Priscila, a rainha do deserto’ mostra como as drags queens utilizam seus corpos para a construção de uma identidade para a sua comunicação no mundo. Exemplificam a complexidade da sexualidade humana com auxílio de acessórios, maquiagem, recursos gestuais e performáticos. O filme nos conta a história de drags queens, trazendo para a tela características desse grupo expressas em histórias que se confundem com as da vida real. Apesar de muitas vezes serem confundidas com travestis e transexuais, as drags inscrevem-se em um mundo social marcado por diferenças. Ser drag associa-se ao trabalho artístico, pois há a elaboração de uma personagem caricata e luxuosa de corpo feminino e é expressa através da dança, da dublagem e da encenação de pequenas peças. Atualmente, a inserção das drags queens nos meios de comunicação e na mídia acontece de forma bastante expressiva, elas estão saindo de espaços exclusivamente GLBT para executarem performances nos mais diversos ambientes, como no deserto australiano e no hotel Alice Springs, apresentados no filme.

Já as travestis, como a personagem Bernadette, sofrem exclusão social, tendo suas imagens associadas à marginalização e à prostituição, enquanto que as drags, como Tick e Felícia, por viverem como homens e só assumirem um personagem feminino ao se montarem vivem com mais facilidade, tanto nos espaços heterossexuais como nos homossexuais, inserindo-se nestes com uma performance artística, diversamente dos travestis. Apesar dessa diferença de gênero artístico entre drags e travestis, no filme, ambos os personagens se utilizam da performance artística, criam caricaturas femininas, fazem uso de diversos acessórios para essa transformação e tem suas imagens sempre associadas aos conceitos de beleza, sedução e vaidade. Tick, Felicia e Bernadette, quando montadas de drag, unem, em um único corpo, características físicas e psicológicas múltiplas, sendo e estando masculinos e femininos ao mesmo tempo.

Escrito e dirigido pelo diretor australiano o filme foi transformado em peça teatral também co-escrito por Stephan e estreou em 2006 primeiro nos palcos de Sydney e Nova Zelândia. E chegou aos palcos londrinos com um elenco liderado por Tony Sheldon, que recriou o papel de Bernadette, Jason Donovan como Mitzi e o jovem ator britânico Oliver Whiteley Thornton como Felicia. A trilha musical é vibrante e divertida, uma coleção incrível e deliciosa de clássicos dos anos 70. Músicas selecionadas para uma das histórias mais inusitadas do cinema. Qualquer pessoa que viveu durante os anos 70, assim como qualquer pessoa com o desejo de experimentar a década vai deliciar-se com a variedade desta trilha sonora, do jazz ao folk e com remixes modernos de antigos hits dance de Alicia Bridges, Gloria Gaynor, e Peaches & Herb que até o início dos anos 90 fizeram sucesso nas discotecas. E também a maior canção de dança de todos os tempos: ‘I Will Survive’ que ainda hoje arrasa.

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Soundtrack – The Adventures of Priscilla, Queen of the Desert (1994)The Adventures of Priscilla, Queen of the Desert (1994)
parte I    parte II

Tracklist
01. Charlene – I’ve Never Been To Me 02. The Village People – Go West 03. Paper Lace – Billy Don’t Be a Hero 04. White Plains – My Baby Loves Lovin’ 05. Alicia Bridges – I Love the Nightlife 06. Trudy Richards – Can’t Help Loving That Man 07. Gloria Gaynor – I Will Survive 08. Lena Horne – A Fine Romance 09. Peaches & Herb – Shake Your Groove Thing (Original Mix) 10. Patti Page – I Don’t Care if the Sun Don’t Shine 11. Ce Ce Peniston – Finally (7” Choice Mix) 12. R.B. Greaves – Take a Letter Maria 13. Abba – Mamma Mia 14. Vanessa Williams – Save the Best for Last 15. Alicia Bridges – (Disco ‘Round) (Real Rapino 7” Mix) 16. Village People – Go West (Original 12” Mix) 17. Gloria Gaynor – I Will Survive 18. Peaches & Herb – Shake Your Groove Thing (Original 12” Mix) 19. Alicia Bridges – I Love the Nightlife

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Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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