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chicago blues reunion

Chicago Blues ReunionÉ difícil de acreditar, até incompreensível, mas no início dos anos 60, não mais que um punhado de jovens europeus estava consciente da existência de Muddy Waters, Howlin’ Wolf, Elmore James, Little Walter e outras figuras do blues de Chicago, hoje universalmente reconhecidos. Enquanto nos EUA, para onde viajaram em 1964, os ‘Rolling Stones’ ao mencionarem aos jornalistas que os entrevistavam que esperavam ansiosos por um encontro com Muddy Waters, nenhum dos repórteres sabia quem era Muddy Waters. Com o tempo as coisas mudaram para melhor. A exposição inicial ao blues de Chicago, por parte de muitos da minha geração, foi através dos primeiros álbuns dos Stones, o que nos levou ao interesse por Robert Johnson, Mississippi John Hurt, Skip James, Son House, Muddy, Howlin’ Wolf, Sonny Boy Williamson, B.B. King, Little Walter, Albert King e muitos outros. Irritantemente, nos anos 60, artistas de rosto pálido e cabelos compridos estavam ‘recriando’ a música negra e vendendo mais discos, enquanto os verdadeiros autores, apesar do riquíssimo acervo, nem recebiam o pagamento relativo a direitos autorais. Às vezes roubados como fez ‘Led Zeppelin’ com as canções de Willie Dixon, ‘Bring It on Home’ e ‘Whole Lotta Love’, esta última um descarado plágio da canção ‘You Need Love’, de sua autoria. E com o tempo, esquecidos os escândalos relativos aos roubos de letras e música os imortais do blues como Muddy, BB King e Buddy Guy expressaram um respeito genuíno pelo talento dos artistas brancos.

Entre esses estava o ‘Chicago Blues Reunion’ um grupo norte-americano de notáveis com raízes em Chicago, que definiu o som de sua geração na década de 60 e que fizeram, ao longo do tempo, a transição histórica do folk acústico para o blues rock e continuaram a ser inspiração para as novas gerações que seguiram a trilha que eles abriram. São eles: o vocalista, guitarrista e compositor Nick ‘The Greek’ Gravenites (ex-vocalista do Electric Flag, mas mais associado à Janis Joplin); o guitarrista Harvey ‘Snake’ Mandel (do Canned Heat, John Mayall's Bluesbreakers, Pure Food e Drug Act); o tecladista Barry Goldberg (mais famoso por tocar com Bob Dylan no Newport Folk Festival em 1965); no órgão Hammond B-3 e gaita, Corky Siegel (da Siegel-Schwall Band) além de Rick Reed no contrabaixo, Gary Mallabar na bateria, Tracy Nelson e Sam Lay, no vocal. E estes jovens músicos brancos não perceberam, naquele momento, que estavam lançando as bases para uma revolução. Estavam quebrando todos os tipos de barreiras simplesmente tocando a música de seus heróis que idolatravam e com quem tiveram a honra de aprender o blues. Individualmente, cada um deles passou a levar o blues para o resto do país e explodiram na cena musical percorrendo festivais como Woodstock, Monterey e Newport. Muddy Waters, Howlin’ Wolf, Little Walter se foram e ‘Chicago Blues Reunion’ uma vez com as lições aprendidas com esses mestres tornou-se referência do blues com anos de experiência, histórias para contar, sabedoria para transmitir e celebrando o blues dos mestres de Chicago.

chicago blues reunion - I've gotta find my baby


chicago blues reunion - buried alive in the blues (2008)

Buried Alive in the Blues (2008)
parte I    parte II

Tracklist
01. Born in Chicago - featuring Nick Gravenites
02. Buried Alive in The Blues - featuring Nick Gravenites
03. Walk Away - featuring Tracy Nelson
04. Drinking Wine - featuring Nick Gravenites
05. GM Boogie - featuring Barry Goldberg & Harvey Mandel
06. Left Handed Soul - featuring Nick Gravenites
07. Miss You Like The Devil - featuring Tracy Nelson
08. All The Help I Can Get - featuring Tracy Nelson
09. Death Of Muddy Waters - featuring Nick Gravenites
10. Find My Baby - featuring Sam Lay
11. New Truck - featuring Tracy Nelson
12. King Bee - featuring Corky Siegel
13. Snake - featuring Harvey Mandel
14. Hound Dog - featuring Sam Lay

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Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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