página inicial

página inicial

etiqueta por artista



etiquetas por artistas e gravadoras





ABC of the blues 39: bessie smith

bessie smithBessie Smith (1894-1937) considerada por muitos como a maior cantora de blues de todos os tempos, nasceu na pobreza. Órfã aos oito anos ficou sob os cuidados de sua irmã mais velha, Viola. Na mesma época, Bessie começou a cantar na rua acompanhada de um irmão. Em 1912 foi aceita, como dançarina, no grupo de Gertrude ‘Ma’ Rainey que a orientou a adotar o seu estilo de cantar blues rural. Smith e Rainey continuaram amigas ao longo da vida. Tornando-se cantora, Smith passou uma década viajando com grupos itinerantes afro-americanos que se apresentavam principalmente em shows para um público negro. Seu estilo agressivo de cantar logo atraiu à atenção e durante esse período ela se casou com Earl Love em 1920, que morreu dois anos depois. Bessie Smith fez várias tentativas frustradas de gravar antes de assinar contrato com a ‘Columbia Records’ em 1923. Seu primeiro disco, ‘Down-hearted Blues’, vendeu milhares de cópias em apenas seis meses. Nos anos seguintes tornou-se a cantora negra que mais vendia o que salvou a gravadora da falência. Pouco antes de sua carreira musical decolar, casou com Jack Gee, um vigia noturno. Um relacionamento violento que muitas vezes terminava em surras. Anunciada como a imperatriz do blues, Bessie começou a usar roupas extravagantes, enquanto cantava canções, algumas das quais ela mesma escreveu, sobre a solidão, o desespero e sexo.

Em 1928, ela foi contratada para aparecer no musical ‘Pansy’, da Broadway, que apesar de fundamental para ela, foi arrasado pelos críticos. A convite do compositor WC Handy, ela também foi destaque em um filme de 17 minutos em que atuou com a sua canção de maior sucesso, ‘St. Louis Blues’. Enquanto sua vida profissional continuava a prosperar, o casamento desmoronava. Ela se separou de Gee, em 1930, depois que descobriu que ele a tinha roubado para financiar um programa para a amante. Com o início da grande depressão, a carreira de Smith, também começou a vacilar. A crise econômica deixou a indústria fonográfica em ruínas, enquanto as apresentações ao vivo foram substituídas pelo rádio, e o blues foi perdendo muito de sua audiência. Bessie saiu da ‘Columbia Records’, e retornou aos grupos que cruzavam o país, embora ela tenha se apresentado também no ‘Cotton Club’ de Nova York e no Teatro Apollo. Em 1933, o entusiasta do jazz, John Hammond convidou Bessi para gravar algumas músicas novas, destinadas ao mercado europeu. Embora ela tentasse atualizar sua música através da experimentação do swing, as gravações fizeram pouco sucesso. No outono de 1937, após um show em Memphis, Tennessee, ela e seu amante Richard Morgan partiram no meio da noite e na estrada escura, Morgan bateu em um caminhão. Morgan saiu ileso, mas o corpo de Smith foi esmagado. Um médico branco parou e deu a Bessie Smith atendimento de emergência, enquanto se aguardava por uma ambulância. Levada ao hospital em poucas horas Bessie morreu de seus ferimentos.

Com a sua morte repentina, um mito cresceu em torno de suas circunstâncias. Diz-se que ela foi levada a um hospital para pacientes brancos e sua admissão foi negada por causa da cor de sua pele, e em seguida transportada para outro hospital, não resistindo ao tempo transcorrido sem atendimento. Ironicamente, a morte de Smith teve mais cobertura da mídia branca do que sua carreira teve. A história mítica de sua morte, também foi popularizada na peça ‘The Death of Bessie Smith’ de 1960, do escritor Edward Albee, e vencedora do prêmio Pulitzer. Embora a vida de Bessie Smith tivesse um fim abrupto e trágico, a sua música continuou a influenciar artistas tão diversos como Billie Holiday, Mahalia Jackson, Ella Fitzgerald e Janis Joplin. Em 1970, Joplin, como tributo financiou um túmulo para Bessie anteriormente enterrada em uma cova anônima em Sharon Hill, na Pensilvânia. Na lápide se lê: “A maior cantora de blues do mundo nunca vai parar de cantar’. A canção ‘Down hearted Blues’ foi incluída pela ‘National Recording Preservation Board’ no ‘Registro Nacional de Gravações’ da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos em 2002. Leia +...


Tracklist
01 Bessie Smith - Down Hearted Blues
02 Bessie Smith - Gulf Coast Blues
03 Bessie Smith - Oh Daddy Blues
04 Bessie Smith - Baby Won't You Please Come Home
05 Bessie Smith - Aggravation Papa
06 Bessie Smith - Beale Street Mama
07 Bessie Smith - Keeps On A-Rainin' (Papa, He Can't Make No Time)
08 Bessie Smith - Taint Nobody's Bizness If I Do
09 Bessie Smith - Mama's Got the Blues
10 Bessie Smith - Outside of That
11 Bessie Smith - Lady Luck Blues
12 Bessie Smith - Yodling Blues
13 Bessie Smith - Bleeding Hearted Blues
14 Bessie Smith - Midnight Blues
15 Bessie Smith - If You Don't, I Know Who Will
16 Bessie Smith - Nobody in Town Can Bake a Sweet Jelly Roll Like Mine
17 Bessie Smith - Jaul House Blues
18 Bessie Smith - Sam Jones Blues
19 Bessie Smith - Cemetery Blues
20 Bessie Smith - Graveyard Dream Blues



bessie smith - down hearted blues


ABC of the blues volume 39
multiupload
parte I    parte II
mediafire
parte I    parte II




posts relacionados



ABC of the blues 40: huey 'piano' smith & frankie lee sims
ABC of the blues 41: roosevelt sykes & son house
ABC of the blues 42: sunnyland slim & johnny shines
ABC of the blues 43: big mama thornton & rosetta tharpe
ABC of the blues 44: sonny terry & eddie taylor
ABC of the blues 45: big joe turner & eddie cleanhead vinson
ABC of the blues 46: t-bone walker & jimmy witherspoon
ABC of the blues 47: muddy waters & junior wells
ABC of the blues 48: sippie wallace & peetie wheatstraw
ABC of the blues 49: johnny watson & big joe williams
ABC of the blues 50: sonny boy williamson I & II
ABC of the blues 51: bukka white & josh white
ABC of the blues 52: jimmy yancey



Nenhum comentário:

Postar um comentário

fatos & fotos

Fatos & Fotos
Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

enquete



o que você prefere?

blues jazz soul pop rock erudita soundtrack