página inicial

página inicial

etiqueta por artista



etiquetas por artistas e gravadoras





ABC of the blues 10: snooks eaglin & sleepy john estes

posts relacionados
ABC of the blues

snooks eaglinSnooks Eaglin (1936 - 2009), guitarrista e cantor, nascido Fird Eaglin, Jr. em Nova Orleans era também chamado de Blind Snooks Eaglin em seus primeiros anos de carreira. Seu estilo vocal quando adolescene, na década de 50, lembrava Ray Charles e por isso, às vezes era chamado de ‘Little Ray Charles’. Considerado uma lenda da música de Nova Orleans, Snooks Eaglin tocou uma grande variedade de estilos: blues, rock and roll, jazz, country e música latina. Em seus primeiros anos, o blues tocado era sempre acústico e a sua capacidade de desempenhar esta variedade de estilos lhe rendeu o apelido de ‘the human jukebox’. Eaglin alegava em entrevistas que seu repertório musical incluía algumas músicas do ano de 2500. Em seus shows ao vivo, ele não costumava preparar o que iria apresentar, era imprevisível, mesmo para seus companheiros de banda. Tocava o que lhe vinha à cabeça, e os pedidos do público. Ele era muito querido e respeitado por colegas músicos e fãs. Snooks Eaglin perdeu a visão, não muito tempo depois de seu primeiro aniversário após ser atacado por glaucoma, e passou vários anos no hospital com outras doenças. Com cerca de cinco anos de idade ganhou uma guitarra de seu pai, e aprendeu sozinho a tocar, ouvindo e tocando junto com o rádio. Travesso, recebeu o apelido de ‘Snooks’ baseado no personagem de rádio chamado ‘Baby Snooks’. Em 1947, com 11 anos, ganhou um concurso de talentos organizado por uma estação de rádio. Três anos depois, ele abandonou a escola para cegos para se tornar músico profissional. Em 1952, juntou-se aos ‘Flamingoes’ uma banda local de sete integrantes fundada por Allen Toussaint, compositor, produtor discográfico e figura influente de R&B em New Orleans. ‘Flamingoes’ não tinha um baixista e de acordo com Eaglin, ele tocava a guitarra e o baixo ao mesmo tempo. Com a banda ele ficou durante vários anos, até a sua dissolução em meados dos anos 50. Como artista solo, gravações e turnês eram incompatíveis, e para um músico com uma carreira de cerca de 50 anos, sua discografia é bastante pequena. Sua primeira gravação foi em 1953, tocando guitarra em uma sessão de gravação para o cantor de R&B, James ‘Sugar Boy’ Crawford. As primeiras gravações com seu próprio nome vieram quando Harry Oster, folclorista e musicólogo da ‘Louisiana State University’, encontrou-o tocando nas ruas de Nova Orleans. Oster fez gravações de Eaglin entre 1958 e 1960, durante sete sessões, que mais tarde se tornaram registros em vários selos. Estas gravações foram no estilo blues e folk, com Eaglin tocando apenas a sua guitarra, sem banda. Até 1963, gravou para a ‘Imperial Records’ com James Booker no piano e Smokey Johnson na bateria. Ao contrário das gravações de Harry Oster, estes trabalhos são no estilo R&B. Em 1964 gravou sozinho em sua casa com uma guitarra para a sueca ‘Broadcasting Corporation’. Até o restante da década ele, aparentemente, não fez gravações. O álbum seguinte veio somente em 1971. E outro em 1978 com Ellis Marsalis no piano. Além de seu próprio trabalho, juntou-se em sessões de gravação com Professor Longhair. Entre 1987 e 1999, gravou quatro álbuns de estúdio e um álbum ao vivo. Snooks Eaglin morreu de um ataque cardíaco e havia sido diagnosticado com câncer de próstata.

sleepy john estesSleepy John Estes (1899 ou 1904 – 1977), também conhecido como Sleepy John, era guitarrista, compositor e vocalista, nascido como John Adam Estes em Ripley, Lauderdale County, Tennessee. Em 1915, o pai de Estes, um meeiro que também tocou um pouco de guitarra, levou a família para Brownsville, Tennessee. Tempos depois, Estes perdeu a visão do seu olho direito quando um amigo jogou uma pedra para ele durante um jogo de baseball. Com 19 anos, enquanto trabalhava no campo, começou a tocar profissionalmente. Os locais eram na sua maioria piqueniques, com o acompanhamento de Hammie Nixon na gaita e James ‘Yank’ Rachell, na guitarra e bandolim. Com os dois músicos, Sleepy John Estes tocou por mais de cinqüenta anos e fez sua estréia como uma gravação em Memphis, Tennessee, em 1929, numa sessão organizada pelo caçador de talentos, engenheiro de gravação e produtor musical Ralph Peer para a ‘Victor Records’. Sua parceria com Hammie Nixon foi documentada pela primeira vez em 1935 com sua última sessão de gravação pré-guerra em 1941. E fez um breve retorno a gravação em 1952, mas ficou desconhecido do público por duas décadas. Sleepy John Estes foi um cantor de estilo vocal chorado e freqüentemente se juntava com o guitarrista ‘Yank’ Rachell, Hammie Nixon, e o pianista Jab Jones. Revivalistas do blues pensavam que ele teria morrido há muito tempo, Big Bill Broonzy havia escrito sobre isso. Até que foi localizado, em 1962, por Bob Koester, fundador e proprietário da ‘Delmark Records’, a mais antiga gravadora independente de jazz e blues dos EUA; e Samuel Charters, historiador de música, escritor, produtor musical e poeta. Sleepy John Estes estava completamente cego e vivendo na pobreza. Ele retomou às turnês e gravações, se reuniu com Hammie Nixon e excursionou pela Europa e várias vezes pelo Japão, com discos lançados na ‘Delmark Records’. Registros geralmente considerados menos interessantes do que os de pré-guerra. No entanto, Estes, Nixon e Rachell também fizeram uma aparição bem sucedida em 1964 no ‘Newport Folk Festival’. Bob Dylan menciona Estes nos encarte do álbum ‘Bringing It All Back Home’ de 1965. Muitas das canções originais de Estes foram baseadas em eventos da sua própria vida ou sobre as pessoas que ele conhecia de sua cidade natal, Brownsville, Tennessee, como o advogado mencionado em ‘Lawyer Clark Blues’; o mecânico de automóveis em ‘Vassie Williams' Blues’; ou a menina por quem se apaixonou em ‘Little Laura Blues’. Ele também aconselhou sobre questões agrícolas em ‘Working Man Blues’ e em ‘Special Agent (Railroad Police Blues)’, e narrou a sua própria tentativa de chegar para uma sessão em um estúdio de gravação pulando de um trem de carga. Estes sofreu um acidente vascular cerebral enquanto se preparava para uma turnê européia. Sua sepultura está junto a um pequeno bosque de árvores isoladas, mas não escondida.


Tracklist
01. Snooks Eaglin - Careless Love
02. Snooks Eaglin - Let Me Go Home, Whisky
03. Snooks Eaglin - Trouble in Mind
04. Snooks Eaglin - St. James Infirmary
05. Snooks Eaglin - Rock Island Line
06. Snooks Eaglin - Sophisticated Blues
07. Snooks Eaglin - I'm Looking for a Woman
08. Snooks Eaglin - Look Down That Lonesome Road
09. Snooks Eaglin - I Got a Questionnaire
10. Snooks Eaglin - One Scotch, One Bourbon, One Beer
11. Sleepy John Estes - Jack and Jill Blues
12. Sleepy John Estes - Poor Man's Friend
13. Sleepy John Estes - Hobo Jungle Blues
14. Sleepy John Estes - Airplane Blues
15. Sleepy John Estes - Floating Bridge
16. Sleepy John Estes - Need More Blues
17. Sleepy John Estes - Fire Department Blues
18. Sleepy John Estes - New Someday Baby
19. Sleepy John Estes - Liquor Store Blues
20. Sleepy John Estes - Brownsville Blues



snooks eaglin - sophisticated blues


ABC of the blues volume 10
volume 10



Nenhum comentário:

Postar um comentário

fatos & fotos

Fatos & Fotos
Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

enquete



o que você prefere?

blues jazz soul pop rock erudita soundtrack