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erroll garner

Erroll Garner (1923 - 1977) foi pianista e compositor conhecido por seu swing e baladas. Sua composição mais conhecida, ‘Misty’, tornou-se um standard do jazz. Conhecido como o mais distinto de todos os pianistas e um virtuoso brilhante, Erroll Garner Louis nasceu em Pittsburgh, Pensilvânia, em uma família afro-americana em 1923, e começou a tocar piano aos três anos de idade. Freqüentou a ‘George Westinghouse High School’ assim como os colegas pianistas Billy Strayhorn e Ahmad Jamal. Garner foi um autodidata e tocou de ouvido sem nunca ter aprendeido a ler música. Com sete anos de idade, começou a se apresentar na estação de rádio KDKA de Pittsburgh com um grupo chamado ‘Candy Kids’. Com 11 anos, tocava nos barcos do rio Allegheny, um dos principais afluentes do rio Ohio. Aos 14 anos, em 1937, juntou-se com o saxofonista Leroy Brown e depois com o seu irmão mais velho, o pianista Linton Garner, antes de mudar-se para Nova York em 1944. Trabalhou brevemente com o baixista Slam Stewart, e embora não seja um músico bebop, em 1947, tocou com Charlie Parker na famosa sessão ‘Cool Blues’.

A Garner é creditado ter uma excelente memória. Depois de assistir a um concerto do pianista clássico russo Emil Gilels, voltou para seu apartamento e foi capaz de tocar uma grande parte do que ouviu. De baixa estatura Garner muitas vezes tocou sentado em várias listas telefônicas, exceto quando tocou em Nova York, onde uma lista de Manhattan era suficiente. Ele também ficou conhecido por suas vocalizações ocasionais que podem ser ouvidas em muitas de suas gravações. Erroll Garner ajudou a fazer a ponte para os músicos de jazz entre boates e salas de concerto. Até sua morte, de parada cardíaca em 1977, ele fez muitas excursões, tanto pelos EUA como no exterior, e produziu um grande volume de gravações e mostrou que um músico de jazz criativo pode ser muito popular, sem diluir sua música ou mudar o seu estilo pessoal. Um virtuoso brilhante que tocava diferente usando uma abordagem orquestral da era do swing, mas aberto para as inovações do bop. Sua técnica deveu-se tanto à prática quanto a um dom natural e foi homenagerado no famoso filme de Clint Eastwood, ‘Play Misty for Me’ de 1971. Influenciado por Earl Hines, outra clara influência sobre ele foi o estilo ‘stride piano’ de James P. Johnson e Fats Waller. Seu estilo definitivo, no entanto, era único e não teve precursores w nem imitadores. Uns dos fatores para a independência do seu som eram as suas mãos grandes e dedos grossos considerados impróprios para tocar piano. A maioria de suas gravações foi em formato de trio composto por piano, baixo e bateria. Ao contrário de outros trios de jazz, no entanto, o volume do baixo e bateria era muito moderado. O seu álbum ‘Concert by the Sea’, gravado ao vivo em 1955 foi o álbum de jazz mais vendido em sua época e apresenta Eddie Calhoun no baixo e Denzil Best na bateria.




slam stewart

Slam Stewart (1914 - 1987) foi um violinista antes de mudar para o baixo aos 20 anos de idade. Sua marca registrada era a sua capacidade de curvar o baixo e simultaneamente cantar. Leroy Eliot ‘Slam’ Stewart nasceu em Englewood, Nova Jersey e quando frequentava o conservatório de Boston, ouviu Ray Perry cantando ao mesmo tempo que tocava o seu violino. Isso lhe deu a inspiração para seguir o exemplo com seu baixo. Em 1937, Stewart se uniu a Slim Gaillard Gaillard para formar a dupla ‘Slim and Slam’ cujo maior sucesso foi ‘Flat Foot Floogie (with a Floy Floy)’ em 1938. Stewart encontrou trabalho em sessões ao longo dos anos 40 com Lester Young, Fats Waller, Coleman Hawkins, Erroll Garner, Art Tatum, Johnny Guarnieri, Red Norvo, Don Byas, ‘The Benny Goodman Sextet’ e Beryl Booker, entre outros. Uma das sessões mais famosas ocorreu em 1945, quando Stewart tocou com o grupo de Dizzy Gillespie que contava com Charlie Parker. Fora dessas sessões vieram alguns dos clássicos do bebop, como ‘Groovin' High’ e ‘Dizzy Atmosphere’. Durante todo o resto de sua carreira, Stewart trabalhou regularmente e empregou seu único e agradável estilo de tocar baixo.




wardell gray

Wardell Gray (1921 - 1955) foi saxofonista tenor que tocou nos períodos do swing e do bebop. Hoje muitas vezes esquecido, Gray tinha um estilo único, um tom incomparável e uma forte presença. Wardell Gray nasceu em Oklahoma City, e era o caçula de quatro filhos. Seus primeiros anos da infância foram passados em Oklahoma, antes de se mudar com sua família para Detroit, Michigan em 1929. Em 1935 frequentou a ‘Cass Technical High School’ que teve o trompetista Donald Byrd, o saxofonista Lucky Thompson e o baxista Al McKibbon como ex-alunos. Gray saiu em 1936, antes de se formar. Aconselhado por Junior Warren começou no clarinete, mas inspirado depois de ouvir Lester Young em registro com Count Basie mudou para o saxofone tenor. O primeiro contrato de trabalho de Gray foi com um pequeno grupo e depois fez um teste com Dorothy Patton, uma jovem pianista que estava formando uma banda. Depois de um ano mudou para a banda de Jimmy Raschel e depois para a de Benny Carew. Foi nessa época que ele conheceu Jeanne Goings com quem teve uma filha, Anita. Quando conheceu Jeri Walker, uma jovem dançarina de Nova Jersey, Gray e Jeanne se separaram. Jeri conhecia o pianista Earl Hines, e o persuadiu a contratar Gray. Esta foi uma grande oportunidade para o jovem de 21 anos, com a orquestra de Earl Hines que não era apenas nacionalmente conhecida, mas nutriu as carreiras de alguns dos músicos emergentes do bebop, incluindo Dizzy Gillespie e Charlie Parker.

Tocar com a banda de Hines era uma experiência maravilhosamente viva e estimulante para o jovem tenor. Wardell Gray ficou cerca de três anos com Hines, e amadureceu rapidamente durante esse tempo, logo se tornou solista, e as gravações da banda mostram a influência de Lester Young. Gray deixou Hines no final de 1946 estabelecendo-se em Los Angeles onde gravou a primeira sessão com seu próprio nome com apoio de Dodo Marmarosa no piano. Em Los Angeles, Wardell trabalhou em uma série de bandas como na do saxofonista Benny Carter, com o cantor e pianista de blues Ivory Joe Hunter, e com o pequeno grupo que apoiou o cantor Billy Eckstine em uma excursão. Mas o foco real em Los Angeles eram os clubes ao longo da Central Avenue, que ainda era próspera. Nos clubes desta avenida que Wardell realizou ‘batalhas’ com o tenor Dexter Gordon. Batalhas que se tornaram uma espécie de símbolo para a cena musical da Central Avenue e o produtor de jazz Ross Russell conseguiu levá-los a simular uma de suas batalhas em ‘The Chase’ que se tornou a primeira gravação Wardell Gray nacionalmente conhecida e tem sido avaliada como uma das competições musicais mais emocionantes da história do jazz. O sucesso de ‘The Chase’ foi a ruptura que Wardell necessitava, e ele se tornou cada vez mais proeminente em sessões públicas e em torno de Los Angeles, incluindo o ‘Just Jazz’ uma série de jam sessions organizadas pelo discotecário Gene Norman. Em um show na virada do ano de 1947, que também contou com Benny Goodman, Wardell impressionou o clarinetista que o contratou para um pequeno grupo onde começou o seu flerte com o bebop. No entanto, o grupo não foi um sucesso financeiro e Goodman o desfez, mas Wardell ficou conhecido.

Por um tempo no final de 1949 ele trabalhou com a orquestra de Count Basie ao mesmo tempo gravou com o pianista Tadd Dameron em um excelente quarteto e em sessões de um quinteto, com o pianista Al Haig, um dos pioneiros do bebop. A sessão incluía ‘Twisted’, um das mais conhecidas gravações de Wardell. Pouco tempo depois deixou Count Basie para retornar a Benny Goodman. No entanto, a vida na banda de Goodman tornou-se cada vez mais desagradável para ele. Goodman não era um empregador fácil, e as constantes viagens, fez Wardell cada vez mais infeliz o que o fez voltar para Count Basie que por pressões econômicas havia dissolvido a sua big band formando um septeto que incluía o trompetista Clark Terry e o clarinetista Buddy DeFranco. Esta configuração foi mais feliz para ele e o grupo teve algum sucesso. A única desvantagem para trabalhar com Basie, que tinha ampliado seu grupo novamente para o tamanho de uma big band, eram as viagens constantes, e Wardell finalmente decidiu sair para poder ficar em casa com sua nova esposa. A decisão foi compreensível, mas do ponto de vista musical se arrependeu de sua decisão. O trabalho na área de Los Angeles tornou-se escasso, para músicos negros, pelo menos, e Wardell tinha que viajar com freqüência em busca de trabalho. No entanto, a vida em casa era boa.

Nessa época suas sessões de gravação também começaram a rarear, embora uma sessão ao vivo com Dexter Gordon, recriaram as excitações da Central Avenue. Também em torno deste período ele se envolveu com as drogas. Como isso aconteceu dada a sua maturidade e sua compreensão das consequências, ainda é um mistério. Seu modo de tocar agora era menos fluente, e uma sessão de estúdio em 1955, que seria a sua última, mostra isso. Mesmo assim ele trabalhava regularmente. Quando Benny Carter foi contratado para abertura do ‘Moulin Rouge Hotel’ ele chamou Wardell. Ele freqüentou os ensaios, mas, quando o clube abriu Wardell estava ausente. No dia seguinte ele foi encontrado morto com o pescoço quebrado em um trecho de deserto nos arredores de Las Vegas. Oficialmente a sua morte foi tratada como acidental. Para muitos foi suspeita por conta de sua associação com o chefe da máfia Meyer Lansky, que, juntamente com seu sócio Charles ‘Lucky’ Luciano, foi fundamental para o desenvolvimento do ‘Sindicato do Crime Nacional’ nos Estados Unidos. Durante décadas ele foi uma das pessoas mais poderosas do país.




lucky thompson

Lucky Thompson (1924 - 2005) foi saxofonista tenor e soprano. Enquanto John Coltrane geralmente recebe maior crédito por resgatar o saxofone soprano da obsolescência em 1960, Lucky Thompson, junto com Steve Lacy, tocou-o no estilo bebop mais avançado. Eli Thompson nasceu em Columbia, Carolina do Sul e se mudou para Detroit, Michigan durante a infância. Enquanto criava seus irmãos depois que sua mãe morreu, praticava saxofone em um cabo de vassoura antes de adquirir seu primeiro instrumento. Em 1942 entrou para a banda de Erskine Hawkins. Depois de tocar swing nas orquestras de Lionel Hampton, Don Redman, Billy Eckstine ao lado de Dizzy Gillespie e Charlie Parker, Lucky Millinder e Count Basie; e seguida rhythm and blues, consolidou a sua carreira no bebop e hard bop, trabalhando com Kenny Clarke, Miles Davis, Dizzy Gillespie e Milt Jackson. Da era do swing ao estilo bebop, mais cerebral e complexo, sua abordagem sempre foi sofisticada e harmonicamente abstrata. Lucky Thompson mostrou esses recursos como sideman em muitos álbuns gravados durante meados dos anos 50. E foi fortemente crítico em relação ao mundo dos negócios da música, descrevendo promotores e produtores das gravadoras como parasitas ou abutres. Isso, em parte, o levou a mudar-se para Paris, onde viveu e fez várias gravações entre 1957 e 1962. Durante este tempo, ele começou a tocar saxofone soprano. Thompson voltou para Nova York, e depois viveu em Lausanne, Suíça, de 1968 até 1970, onde gravou vários álbuns. Lecionou na Faculdade de Dartmouth em 1973 e 1974, e então deixou completamente a música. Em seus últimos anos viveu em Seattle, Washington. No início dos anos 90, conhecidos informaram que Lucky Thompson era um sem-teto e até a sua morte viveu como um eremita. Thompson deixou uma filha e o guitarrista Daryl Thompson, que tocou com os músicos jamaicanos de reggae Peter Tosh e Black Uhuru, antes de embarcar em uma carreira de jazz no final dos anos 80.



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Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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