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ABC of the blues 08: bo diddley

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ABC of the blues

bo diddleyBo Diddley (1928 - 2008) foi um influente cantor, compositor e considerado o 27º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana 'Rolling Stone'. Nascido como Ellas Otha Bates, mais tarde mudou seu nome para Ellas McDaniel devido à sua mãe adotiva. Entretanto, usou o nome artístico Bo Diddley, de acordo a algumas fontes, um jargão dos negros do sul dos Estados Unidos que significa ‘nada por enquanto’; ou como alega uma outra, era seu apelido quando boxeador. Na adolescência, Diddley ganhou a primeira guitarra de sua irmã, na mesma época que frequentava aulas de violino. Sua principal influência para se tornar um artista de blues veio de John Lee Hooker. Bo Diddley ficou conhecido pela ‘batida Bo Diddley’, uma batida feita usando-se a clave e que seria usada por vários outros artistas, incluindo Johnny Otis e Buddy Holly, assim como o músico de rockabilly Gene Vincent.

Na música de Bo Diddley o ritmo é mais importante que a harmonia. Na maioria de suas canções, como na ‘Hey Bo Diddley’ e ‘Who Do You Love?’, não apresenta mudanças de acorde; isto é, elas não foram compostas com claves musicais, e o músico tem de cantar e tocar no mesmo acorde durante todo o tempo. Através dos anos, vários artistas gravaram suas versões das canções de Diddley. ‘The Animals’ gravaram ‘The Story of Bo Diddley’; os ‘Yardbirds’ gravaram ‘I'm a Man’ e tanto os ‘Woolies’ quanto George Thorogood alcançaram sucesso com ‘Who Do You Love’, também a favorita dos ‘The Doors’. Bo Diddley usou uma variedade de estilos, do blues ao pop, frequentemente com o uso das maracas de Jerome Green. E foi um influente guitarrista, com vários efeitos especiais e outras inovações assim como também tocou violino e violoncelo; este último é o destaque de sua triste instrumental ‘The Clock Strikes Twelve’. Diddley raramente direcionava suas composições para o público adolescente. A exceção mais notável é provavelmente o álbum ‘Bo Diddley's a Surfer’, que apresentava a canção ‘Surfer's Love Call’. Apesar de nunca ter subido numa prancha, Bo exerceu uma influência definitiva nos guitarristas do surf rock. E para aumentar seus royalties escreveu várias músicas sob um pseudônimo. Assim, escreveu o pioneiro sucesso pop ‘Love is Strange’ para a dupla Mickey Baker e Sylvia Vanderpool. Em 2007, Diddley sofreu um derrame que afetou o lado esquerdo de seu cérebro, compromentendo a fala e a compreensão. Logo depois um incidente cardíaco enquanto se submetia a um check-up médico e veio a falecer em 2008, aos 79 anos, vítima de insuficiência cardíaca.


Tracklist
01. Bo Diddley - I'm a Man
02. Bo Diddley - Bo Diddley
03. Bo Diddley - Pretty Thing
04. Bo Diddley - Bring It to Jerome
05. Bo Diddley - Diddy Wah Diddy
06. Bo Diddley - I'm Looking for a Woman
07. Bo Diddley - Who Do You Love?
08. Bo Diddley - You Don't Love Me
09. Bo Diddley - Hey Bo Diddley
10. Bo Diddley - Mona (I Need You Baby)
11. Bo Diddley - Say Boss Man
12. Bo Diddley - Before You Accuse Me
13. Bo Diddley - Say Man
14. Bo Diddley - The Clock Strikes Twelve
15. Bo Diddley - Crackin' Up
16. Bo Diddley - Don't Let It Go
17. Bo Diddley - Mumblin' Guitar
18. Bo Diddley - She's Alright
19. Bo Diddley - Road Runner
20. Bo Diddley - The Story of Bo Diddley



ABC of the blues volume 08
volume 08



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Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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