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Earl ‘Fatha’ Hines (1903 - 1983), nascido Earl Kenneth Hines em Pittsburgh, um subúrbio da cidade de Duquesne, na Pensilvânia, foi compositor, líder de bandas e um dos mais importantes pianistas da história do jazz. O seu pai era cornetista, e chefe da banda ‘Pittsburgh's Eureka Brass Band’; sua mãe faleceu quando ele tinha três anos e então foi criado pela sua madrasta, que era organista numa igreja. Sua irmã Nancy e seu irmão Boots também tocavam órgão e piano, respectivamente. Inicialmente, Hines tentou seguir a carreira do pai, tocando trompete mas logo cedo o trocou pelo piano, que aprendeu a tocar com sua mãe. Teve aulas de piano, onde aprendeu os clássicos, mas sua paixão eram as músicas populares que ele ouvia nos teatros. Com quinze anos, Hines teve a sua primeira banda, um trio que incluía um violinista e um baterista. Para tocar várias vezes até tarde nos clubes noturnos, Hines deixou de estudar. Em 1922, saiu de casa para tocar com Lois Deppe & His Serenaders, em clube noturno. Recebia 15 dólares por semana, e duas refeições por dia. Deppe tocava saxofone barítono. As primeiras gravações de Hines foram com esta banda, em 1923. Das quatro composições que gravou, uma era de sua autoria, ‘Congaine’, ao estilo do 'foxtrot'.
Em 1924, mudou-se para Chicago, época em que era a capital do jazz, onde tocavam Jelly Roll Morton, King Oliver e Benny Goodman. Em Chicago conheceu Louis Armstrong e, juntamente com Zutty Singleton, tocaram no ‘Sunset Café’. Em 1927, esta torna-se a banda de Louis Armstrong, e Hines o seu diretor. Armstrong apercebe-se do estilo avant garde de Hine ao tocar piano como um trompete, recorrendo ao uso de oitavas para que o seu piano pudesse ser mais facilmente ouvido. Nesse mesmo ano, Armstrong renovou contrato com a gravadora, e susbtituiu no piano, a sua esposa Lil Hardin Armstrong por Hines. Em 1928, gravaram ‘Weatherbird’, o que alguns críticos consideram como um dos melhores trabalhos de jazz, um dueto de trompete e piano. A partir desse ano, Hines gravou algumas das suas principais obras. No seu 25º aniversário, Hines lidera a sua própria banda. Foi no clube de Al Capone, o ‘Grand Terrace Ballroom’, que se estreou como líder de banda e, durante onze anos, a sua banda foi a principal do clube de Capone. No período que trabalhou no Grand Terrace, a sua banda foi a mais ouvida na rádio. E por ela passaram Nat King Cole, que o substituía no piano, Dizzy Gillespie, Sarah Vaughan e Charlie Parker, que seria despedido por chegar, habitualmente, atrasado ao trabalho. Earl Hines liderou a sua banda até 1947, e depois passou temporariamente a liderar a banda de Duke Ellington, enquanto este se encontrava doente. O tempo das grandes bandas e orquestras encontrava-se no fim.
O pós-guerra trouxe tempos difíceis e, em 1948, Earl Hines é obrigado a terminar a sua banda. Entre 1949 e 1951, Hines e Armstrong se unem novamente na banda deste último, a ‘All Stars’. No entanto, Hines ocupava um lugar secundário, não se mostrando satisfeito. De volta à liderança, desta vez, de pequenos grupos, faz vários concertos pelos EUA e pela Europa. No início dos anos 60, Hines é um músico esquecido. No entanto, em 1964, graças ao seu amigo Stanley Dance, escritor de jazz, Hines é ‘redescoberto’ em New York. Em 1966, fica em primeiro lugar no ‘Hall of Fame’, da revista ‘Down Beat’, que também o elegerá como o melhor pianista de jazz, em 1966, sendo eleito mais cinco vezes. No mesmo ano, Earl Hines juntou-se ao departamento do Estado dedicado ao jazz, e viajou até à Uniáo Soviética, como Embaixador da Boa-Vontade. Earl Hines morreu em Oakland, uma semana depois do seu último concerto em São Francisco aos 77 anos.
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