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rory gallagher

Na década de 70 os guitarristas tiveram destaque. Jimi Hendrix, Eric Clapton, Jimmy Page, Brian May, David Gilmour, Ritchie Blackmore... Rory Gallagher foi praticamente ignorado em tudo que se fala sobre música, especialmente sobre blues rock. Sendo um sujeito que não fazia questão de pertencer a nenhuma turma, que não se enquadrava em lugares onde qualquer um queria a celebridade, Rory preferiu assim. Guitarrista irlandês, nascido em 1948 comprou o primeiro violão aos nove anos. Aos doze comprou sua primeira guitarra elétrica. Aos treze formou a primeira banda. Em 1965 formou o power trio ‘Taste’, uma banda irlandesa de blues pesado e com elementos de jazz e rock. Encerrou a banda e partiu para uma vitoriosa carreira solo e ficou conhecido pelas suas vibrantes performances no palco.

Um guitarrista original e técnico, que quase não trabalhava com pedais, preferindo ligar a guitarra aos amplificadores, direto. Seus solos de guitarra são excelentes, esbanjando técnica e sentimento. Usava um colete e calça jeans, camisa de manga comprida, cabelo longo e usou uma única guitarra em toda sua vida, uma Fender Stratocaster de segunda mão que comprou aos quinze anos. Sabendo que o seu potencial ao vivo era fantástico, Rory gravou vários shows de sua turnê de 1972 e lançou o álbum 'Live In Europe' que levou Rory ser eleito o músico do ano pelo jornal ‘Melody Maker’ e o melhor guitarrista deste mesmo ano. Em 1974, lançou um de seus discos mais conhecidos; o duplo e também ao vivo, 'Irish Tour 74' que transformou-se em filme. A sua trajetória seguiu com mais 14 trabalhos.

Rory foi um autêntico gênio, criativo e bastante simples que viveu durante 47 anos e morreu bestamente em 1995 depois de contrair uma infecção hospitalar, quando se recuperava de uma cirurgia de transplante de fígado. Em seu enterro, pelas ruas de Cork, cidade Irlandesa, Rory foi reverenciado por uma multidão. Rory Gallagher pôs a Irlanda no mapa da música mundial, foi um dos grandes guitarristas do rock e do blues e merecia viver muito mais. Sua obra de tão boa ganhou o reconhecimento do governo irlandês: um selo com seu nome. Não deixou esposa, nem filhos; viveu toda sua existência em função de sua arte, de maneira simples e íntegra.

rory gallagher - moonchild




Rory Gallagher - Irish Tour (1974)

Irish Tour (1974)

download:
parte I    parte II

Tracklist
01. Cradle Rock
02. I Wonder Who
03. Tattoo’d Lady
04. Too Much Alcohol
05. As The Crow Flies
06. A Million Miles Away
07. Walk On Hot Coals
08. Who’s That Coming?
09. Back On My Stompin’ Ground (After Hours)
10. Maritime

the essential rory gallagher (2008)

The Essential Rory Gallagher (2008)

download:
CD 1

download: CD 2
parte I    parte II

Tracklist CD 1
01. Follow Me
02. Moonchild
03. Bought And Sold
04. Laundromat
05. Bad Penny
06. Edged In Blue
07. Brute Force And Ignorance
08. I Fall Apart
09. Loanshark Blues
10. Who's That Coming
11. As The Crow Flies
12. Barley And Grape Rag
13. Lonesome Highway
14. Out On The Western Plain

Tracklist CD 2
01. In Your Town
02. Philby
03. Slumming Angel
04. Continental Op
05. Cradle Rock
06. Million Miles Away
07. Wheels Within Wheels
08. Crest Of A Wave
09. They Don't Make Them Like You Anymore
10. Walk On Hot Coals
11. Shadow Play
12. I Could've Had Religion
13. Tattoo'd Lady
14. Bullfrog Blues

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Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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