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Flávio Guimarães

Com mais de 20 anos de carreira, Flávio Guimarães é gaitista, cantor e pioneiro do blues no Brasil. Produziu cinco álbuns próprios e dez com o ‘Blues Etílicos’, banda de blues brasileira da qual foi fundador. Começou a tocar a gaita cromática, depois ouvindo discos do Muddy Waters, do Johnny Winter e outros sua curiosidade foi aguçada para saber qual gaita era aquela que tinha o som diferente. Como no Brasil, em 83, era difícil encontrar alguém tocando gaita, Flávio levou um tempo para descobrir que a gaita que ele ouvia nos discos era a diatônica também chamada de ‘gaita de tom’ e usada no blues. As cromáticas e as diatônicas são diferentes tanto em suas características técnicas quanto em sua sonoridade. Foi essa descoberta que o levou a comprar uma gaita diatônica, a tentar soprar, a tentar aprender, até que foi desenvolvendo sozinho, como autodidata, já que, naquela época, também não tinha professor para esse instrumento.

Com o passar do tempo teve contato com o ‘Sugar Blue’, que veio ao Brasil na banda do Buddy Guy. E nesse contato, Buddy Guy o aconselhou a ir pra Chicago. E Chicago fervia no anos 80 com Billy Branch, ‘Sugar Blue’, James Cotto, Junior Wells, além dos guitarristas Loonie Brooks, Son Seals e Buddy Guy. Em Chicago, Flávio acabou tendo aulas com o 'Sugar Blue' e com o Howard Levy. Na gaita diatônica, pelo conjunto de sua obra e por seu pioneirismo, Flávio se tornou a principal referência desse instrumento no Brasil. Gravou como participante em diversos álbuns de diversos artistas. Charlie Musselwhite, Howard Levy e 'Sugar Blue' foram convidados especiais em seus álbuns. Foi escolhido para abrir os shows de B.B. King no Brasil, em 1999 e 2004 e para Robert Cray, além de compartilhar o palco com algumas lendas vivas do blues, como Buddy Guy e Taj Mahal. Já realizou shows em todo Brasil, Argentina, Estados Unidos e Europa. Sua gaita pode ser ouvida em trilhas sonoras para cinema, TV e comerciais. Foi influenciado por Little Walter, Big Walter Horton, William Clarke, Rod Piazza, Charlie Musselwhite e segue influenciando toda uma geração de gaitistas brasileiros, ensinando e divulgando essa linguagem musical através de vídeos-aulas, workshops e festivais que produz. Flávio Guimarães é endorser da mais antiga e conceituada fábrica de gaitas do mundo, a ‘Hohner Harmonicas’.

Ouvinte e colecionador de jazz, mesmo não sendo um músico de jazz, é influenciado por ele na maneira de tocar, no fraseado, pendendo para o blues jazzístico, influenciado pelo saxofone de John Coltrane. No seu primeiro álbum solo ‘Little Blues’, tocando com músicos que conheciam a linguagem do jazz, Flávio acabou flertando com um jazz mais simples, mais melódico, um jazz menos complexo. O álbum com a banda de São Paulo ‘Prado Blues Band’ é uma mistura de blues com swing e jazz. Formada por Yuri Prado na bateria, Igor Prado na guitarra e voz, Ivan Marcio na harmônica e voz e Marcos Klis no baixo, a banda toca no estilo ‘jump blues’.

flávio guimarães - telephone blues




Flávio Guimarães - Little Blues (1995)

participações: Sugar Blue, Paulo Moura, Ed Motta, Mauro Senise,
Roberto Frejat, George Israel, Maurício Gaetani, Rodrigo, Rildo Hora

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Little Blues (1995)


Tracklist
01 - Telephone blues
02 - Take five
03 - Blues jam for Charlie
04 - Honest I do
05 - Blue Stu
06 - Free delay
07 - Hoochie coochie man
08 - Sick and tired
09 - Surfing
10 - Baby please don't go
11 - Hand jive
12 - Na baixa do sapateiro
13 - Tin sandwich swing
14 - Russo's blues
15 - Blues pra Márcia

Flávio Guimarães - On The Loose (2000)

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On the Loose (2000)


Tracklist
01. Keep It To Yourself
02. Berimbau Não É Gaita
03. You Was Wrong
04. Checkin' On My Baby
05. On The Loose
06. Baby What You Want Me To Do
07. Boogie Pro Rafa
08. Jam For Big Walter
09. Blowin' The Family's Jewels
10. Rock With Me
11. Tributo A William Clarke

Flávio Guimarães - Navegaita (2003)

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Navegaita (2003)


Tracklist
01. Cão Comendo Mariola
02. Não Para!
03. Pinote
04. Maracagroove
05. Menina Mulher da Pele Preta
06. Balada de Robert Johnson
07. A Formiga e a Sauva
08. Mãe dos Vícios
09. Caba Véi
10. S_ Dobrado
11. Estrela da Noite
12. Boomerang

Flávio Guimarães e Prado Blues Band

Flávio Guimarães & Prado Blues Band (2006)

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parte I    parte II

Tracklist
01. May Be Wrong
02. Missing Mr. Clarke
03. T-Bone Shuffle
04. Riding with Ray
05. Please Send Her Home to Me
06. Tin Pan Alley
07. George's Boogie
08. Lazy Thing
09. Below's Shuffle
10. Swing Me Baby
11. Put The Kettle On
12. Going Home Tomorrow
13. Boogie do Cauê
14. Louise

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Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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