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r.e.m.

R.E.M.

Em 1979, em Athens, na Geórgia, o vocalista Michael Stipe, estudante de artes plásticas, conheceu o guitarrista Peter Buck, um jovem que trabalhava numa loja de discos e que era uma verdadeira enciclopédia ambulante do rock. No começo da amizade, a principal diversão da dupla era freqüentar bares e shows da região vestidos de mulher. Em 1980, em uma das festas que freqüentavam conheceram o baixista Mike Mills e o baterista Bill Berry que também eram amigos. A afinidade entre os quatro foi imediata e logo começaram a tocar juntos e fundaram o R.E.M. uma referência ao estágio de sono REM. Em 1980, a banda fez seu primeiro show para a festa de aniversário de um amigo, numa igreja abandonada da cidade. A partir daí, começaram a tocar em bares, restaurantes e festas no sudeste dos EUA.

R.E.M.Através da década de 80 a banda trabalhou sem descanso, lançando álbuns anualmente por sete anos consecutivos. Seu estilo ‘punk rock’ e ‘art rock’ inspirado na década de 1970 permitiu que o grupo se estabelecesse na cena do rock alternativo da década de 1980. O grupo é admirado por outros músicos por ter realizado um feito raro, mesmo com a sua popularidade crescendo e não fazendo mais parte do underground, a banda manteve a aura da época de sua fundação, quando só encontrava fãs nas rádios universitárias dos Estados Unidos. Não simplificou seus arranjos e suas letras, manteve-se fiel a um estilo que combina o ‘folk rock’ dos anos 60 e a energia ‘punk’ do final dos anos 70, numa época dominada pelo ‘new wave’. Acima de tudo, o R.E.M. contou com o enorme carisma do letrista e vocalista Michael Stipe.

R.E.M. - Michael StipeStipe é um pop star atípico. Feioso e desengonçado nunca deu a mínima para o glamour. Seu visual magérrimo e com a cabeça raspada chegou a suscitar boatos de que ele seria portador do HIV. Stipe reluta em falar com a imprensa, mas às vezes usa a mídia de maneira surpreendente. Em certa ocasião, durante um bate-papo informal com os leitores de uma revista inglesa, confessou ser bissexual, revelando que namorou tanto Stephen Dorff como a destrambelhada Courtney Love. Em 2008 admitiu abertamente a uma publicação americana que é gay reconhecendo que nem sempre viu o quão útil sua saída do armário poderia ser para os homossexuais. Acrescentou que sempre foi sincero sobre sua orientação sexual com os parceiros de banda, a família, os amigos e as pessoas com as quais se relacionou. Sua carreira não se limita à música, nos últimos anos, ele se revelou um ousado produtor cinematográfico.

O forte da banda R.E.M. é criar canções que atravessam o tempo sem nunca cheirar a naftalina como a ‘So.Central Rain’, ‘The One I Love’ e principalmente ‘Losing My Religion’ que soa novinha em folha.

r.e.m - losing my religion




R.E.M. – 20 Years of R.E.M. (2001)

20 Years of REM (2001)

download:
parte I    parte II

Tracklist
01. Imiatation Of Life
02. The Great Beyond
03. At My Most Beautiful
04. Electrolite
05. What’s The Frequency, Kenneth?
06. Man On The Moon
07. Everybody Hurts
08. Drive
09. Losing My Religion
10. Pop Song 89
11. Orange Crush
12. It’s The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)
13. The One I Love
14. Finest Worksong
15. Fall On Me
16. Driver 8
17. So. Central Rain
18. Talk About The Passion
19. Gardening At Night
20. Radio Free Europe

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Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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