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soundtracks by maurice jarre

maurice jarre

Maurice Jarre foi um compositor francês autor de inspiradoras trilhas sonoras de filmes como ‘Doutor Jivago’ e ‘Lawrence da Arábia’. Premiado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas pela música que criou para clássicos do cinema como esses e ‘Uma Passagem para a Índia’, os três dirigidos por David Lean. Jarre, que vivia em Los Angeles havia muitos anos, começou trabalhando com o cinema francês nos anos 1950, mas tornou-se internacionalmente conhecido com a trilha sonora do épico de David Lean ‘Lawrence da Arábia’, de 1962. Afirmando que a música deve ser um elemento fundamental de qualquer filme, seu trabalho abrangeu cinco décadas, e suas trilhas enriqueceram vários filmes. De rara humildade, foi a David Lean a quem muitas vezes se referiu ao falar sobre sua vida na música para filmes: ‘Devo-lhe tudo, ele me deu as melhores fotografias, a oportunidade de receber três prêmios por quatro filmes, e ele me deu a sua amizade. Quando o perdi, perdi não só um grande diretor, mas um grande amigo.‘

Maurice Jarre faleceu em março de 2009, em Los Angeles (EUA), vítima de câncer. Foram cinqüenta anos de carreira, trabalhando junto a grandes nomes do cinema, como John Huston, Alfred Hitchcock, William Wyler, Elia Kazan, Luchino Visconti, de Fred Zinnemann, René Clement, John Frankenheimer, de Richard Brooks, Volker Schlondorff e Peter Weir. Composições enraizadas na cultura cinematográfica que revelam a simples genialidade, como o ‘Lara's Theme’ do filme 'Doutor Zhivago', como tantas de suas obras, é mundialmente famosa e faz parte inesquecível da história do cinema. Na última edição do Festival de Cinema de Berlim, Jarre, aos 84 anos, subiu ao palco para receber o Urso de Ouro honorário, uma homenagem à sua carreira. E explicou em poucas palavras porque já não compunha mais com frequência: ‘Os grandes realizadores com quem trabalhei já desapareceram. Além do mais, a moda agora é a montagem rápida, tão rápida que não se vê o que está para acontecer. E não há música, é algo como um complemento de sons, como ‘clang-clang’. Não sabemos se são efeitos sonoros ou música’, disse entre as palmas do público presente.

maurice jarreFrancês de Lyon, Maurice Jarre começou a estudar música escondido do pai. No conservatório de Paris, dedicou-se à percussão, composição musical e harmonia. Aprendeu a tocar tímpano, espécie de tambor usado em orquestras sinfônicas, que produz um som de eco profundo. Durante 12 anos foi compositor permanente do Teatro Nacional Popular. Começou a compor trilhas para filmes e em 1961 fez a trilha sonora de ‘Lawrence da Arábia’, o clássico do diretor David Lean que lhe deu o primeiro de três Oscars. Com o tema de ‘Doutor Jivago’, também de Lean, conquistou a segunda estatueta. O terceiro Oscar veio em 1984 com a trilha de ‘Passagem para a Índia’. Maurice Jarre incluía instrumentos étnicos em suas composições como uma cítara indiana, um alaúde indiano, uma flauta de pastor eslovaco, um saltério do Oriente Médio, ou um koto japonês de cordas para evocar locais exóticos, em parte devido à sua formação como percussionista e seu fascínio permanente por etnomusicologia. A obra de Maurice Jarre continua viva, um monumento na história do cinema. Mais de 180 canções, 26 indicações para prêmios e 20 troféus por seu trabalho, que continua a emocionar. Maurice Jarre é pai de Jean-Michel Jarre, pioneiro da música eletrônica.

maurice jarre - lara's theme (from doctor zhivago)
(conducted by paul bateman)




The Essential Maurice Jarre Film Collection (2000)

The Essential Maurice Jarre Film Collection (2000)
conducted by paul bateman | nic raine | tony bremner
performed by the city of prague philharmonic orchestra

download:
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. Overture (from Lawrence of Arabia)
02. Suite (from Doctor Zhivago)
03. Adela's Theme (from A Passage to India)
04. Suite (from Jesus of Nazareth)
05. End Credits (from Ghost)
06. Main Theme (from Villa Rides)
07. Suite (from The Fixer)
08. I Ain't Captain Walker (from Mad Max)
09. Main Title / The Samurai (from Red Sun)
10. March (from Topaz)
11. Allie's Theme (from The Mosquito Coast)
12. Kwan's Sacrifice (from The Year Of Living Dangerously)
13. Building The Barn (from Witness)
14. The Paris Waltz (from Is Paris Burning?)

Tracklist CD 2
01. Lara's Theme (from Doctor Zhivago)
02. Suite (from Ryan's Daughter)
03. Overture (from The Professionals)
04. Theme (from Fatal Attraction)
05. Suite (from The Tin Drum)
06. Main Title (from No Way Out)
07. Suite (from Enemy Mine)
08. The Night of the Generals
09. Main Title (from El Condor)
10. The Man Who Would Be King
11. Building The Barn (from Witness)
12. Suite (from Lawrence of Arabia)

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Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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