página inicial

página inicial

etiqueta por artista



etiquetas por artistas e gravadoras





duke ellington

Duke Ellington

Duke Ellington, como muitos outros, foi vitima de uma sociedade racista, de uma 'democracia' que jamais recompensava os negros, e que descaradamente punia aqueles que resistiam, desafiavam e ultrapassavam os pequenos espaços a que eram obrigados a habitar. Uma sociedade racista, que muitas vezes não admitiu elogios a Duke Ellington e os concedeu a outros compositores e músicos americanos, como George Gershwin ou Benny Goodman. Por mais de 50 anos, Ellington usou sua música para analisar as complexidades da vida dos negros americanos e para desafiar as contradições da democracia americana, contradições que, até recentemente, negou a ele até seu legítimo lugar entre os gênios da música. Entre os negros, mesmo antes do blues ser inventado, que se aperfeiçoou e evoluiu para o rock and roll, uma forma separada de música com herança étnica e geográfica semelhante estava seguindo sua própria trajetória. No final de 1800, com raízes no ragtime e no dixieland, o jazz surgiu antes mesmo de Son House e Robert Johnson terem começado a gravar. Desde o início da década de 1920 até sua morte em 1974, Duke Ellington foi um gigante do jazz.

duke ellington and his orchestra 1937Edward Kennedy Ellington nasceu em 1899, e herdou a elegância de sua mãe e autoconfiança de seu pai. Foi um dos artistas musicais mais completos, um maestro invejável, um pianista excepcional e compositor de mais de três mil músicas escritas. Recebeu o apelido de Duke (duque) de um amigo de infância, por sua pose e por sempre estar bem vestido. Teve uma infância tranqüila, seu pai era mordomo na Casa Branca e era mimado por sua mãe que o incentivou a estudar piano desde os sete anos, mas Ellington apenas demonstrou interesse pelo instrumento quando conheceu o pianista Harvey Brooks. Sua paixão era o baseball, e para ver seus ídolos, vendia amendoim nas arquibancadas. Em Washington, os pianistas Oliver "Doc" Peri e Louis Brown ensinaram o jovem Duke a ler partituras e a aprimorar a sua técnica. Começou a tocar profissionalmente em bailes com um sexteto chamado ‘The Washingtonians’, e logo foi eleito o líder da banda. Formou seu próprio conjunto em 1922, um quinteto com o baterista Sonny Greer e o saxofonista Otto Hardwicke. Eram tempos difíceis e Ellington e seus quatro músicos chegaram a dividir uma salsicha como jantar. Dirigiu orquestras e fez arranjos de obras dos grandes clássicos, como Mozart, Schubert, Bach, e Brahms. Mas o jazz foi uma constante.

Duke EllingtonMais tarde, em Nova York, o mestre do piano Fats Waller foi o seu incentivador e Ellington conheceu sons novos, diferentes do ragtime ouvido em Washington. Passou a ouvir os pianistas do Harlem, e o som melodioso e swingado de Sidney Bechet e Louis Armstrong, mas a sua formação foi a dos pianistas de ragtime, cuja influência é clara em sua primeira composição, ‘Soda Fountain Rag’, de 1914. O nome de Ellington, que já era conhecido pelas transmissões de rádio, rapidamente se tornou conhecido e assim ele conseguiu um contrato para tocar no ‘Cotton Club’. Com o sucesso contrata os melhores músicos disponíveis como Ben Webster, Jimmy Blanton, Cootie Williams, Bubber Miley, Harry Carney e Johnny Hodges. Em uma turnê pela Europa sente-se respeitado como músico e homem. De volta aos Estados Unidos, em 1939, Ellington conheceu Billy Strayhorn, que apesar das características completamente opostas, seria seu colaborador por toda a sua vida. Os concertos no Carnegie Hall foram memoráveis, em especial a suíte ‘Black, Brown and Beige’, de 1943, inspirada na história da América negra. Ellington criou o ‘jungle style’ quando os metais da orquestra tocam com força e expressão, dando um efeito de selvageria às composições. Entre suas obras destacam-se os álbuns ‘The Blanton - Webster Band’, ‘Black, Brwon and Beige’ e ‘The Duke's Men’ feitos com a colaboração de seus melhores solistas. Quando se preparava para a festa de 75 anos foi hospitalizado com câncer e seu estado de saúde se agravou, falecendo um mês depois.

Duke Ellington fez muitas gravações que nunca foram lançadas durante a sua vida. 'The Private Collection' consiste principalmente de gravações de estúdio feitas por Duke Ellington com seu próprio dinheiro e estavam guardadas em seu cofre. Após a sua morte, seu filho Mercer doou esta relíquia para a rádio dinamarquesa 'Stockpile'. Duas das melhores composições de Duke estão nesta coleção, no volume 7, e em nenhum outro lugar: ‘The Degas Suite’, trilha sonora do filme sobre o pintor e ‘The River‘, em ambas o piano de Duke é, simplesmente, impressionante. Somos também brindados com o melhor trabalho do saxofonista tenor Paul Gonsalves, ele brilha em ‘I Cover The Waterfront’, ‘In A Sentimental Mood’ e ‘Moon Mist’; e com o excelente sax alto tocado por Johnny Hodges, que retornou a banda de Duke após 5 anos de ausência, em 'Satin Doll', ‘When I'm Feeling Kinda Blue’, ‘Something Sexual’ que inclui um grupo vocal e especialmente em ‘Sophisticated Lady’ e ‘Prelude To A Kiss’ que explica por que BB King era um admirador de Johnny Hodges. Há ainda a versão de ‘Jump For Joy’, melhor do que qualquer outra versão, que apresenta o clarinete de Jimmy Hamilton que é de tirar o fôlego. Além das riquezas musicais de Harold Ashby, Shorty Baker, Willie Cook, Ray Nance, Clark Terry, e Cootie Williams.

duke ellington and his orchestra - prelude to a kiss
johnny hodges (sax alto)



duke ellington - the private collection (1999)

The Private Collection (1999)

download: volume 1
parte I    parte II

download: volume 2
parte I    parte II

download: volume 3
parte I    parte II

download: volume 4
parte I    parte II

download: volume 5
parte I    parte II

download: volume 6
parte I    parte II

download: volume 7
parte I    parte II

download: volume 8
parte I    parte II

download: volume 9
parte I    parte II

download: volume 10
parte I    parte II

Tracklist volume 1
01 - March 19th Blues
02 - Feet Bone
03 - In a Sentimental Mood
04 - Discontented
05 - Jump for Joy
06 - Just Scratchin the Surface
07 - Prelude to A Kiss
08 - Miss Lucy
09 - Uncontrieved
10 - Satin Doll
11 - Do Not Disturb
12 - Love You Madly
13 - Short Sheet Cluster
14 - Moon Mist
15 - Long Time Blues

Tracklist volume 2
01 - Things Ain't What They Used to Be
02 - Something Sexual
03 - The Riff
04 - Bluer
05 - Wailing 'Bout
06 - I Cover the Waterfront
07 - Blues a La Willie Cook
08 - Slow Blues Ensemble
09 - Circle of Fourths
10 - Perdido
11 - Three Trumps
12 - Deep Blues
13 - Things Ain't What They Used to Be (instrumental)
14 - Paris Blues
15 - I Got It Bad and That Ain't Good
16 - Circle Blues
17 - The Sky Fell Down
18 - Perdido (Instrumental)
19 - Passion Flower
20 - Cotton Tail

Tracklist volume 3
01 - ESP
02 - Blue, Too-The Shepard
03 - Tune Up
04 - Take It Slow
05 - Telstar
06 - To Know You Is To Love You
07 - Like Late
08 - Major
09 - Minor
10 - G For Grove
11 - The Lonely Ones
12 - Monk's Dream
13 - Frere Monk
14 - Cordon Bleu
15 - New Concerto For Cootie
16 - September 12Th Blues

Tracklist volume 4
01 - Bad Woman
02 - Jeep's Blues
03 - Stoona
04 - Serenade To Sweden
05 - Harmony In Harlem
06 - Action In Alexandria
07 - Tajm
08 - Isfahan
09 - Killian's Lick
10 - Blouson's Noir
11 - Elysee
12 - Butter And Oleo
13 - Got Nobody Now
14 - M.G
15 - Blue Rose
16 - July 18th Blues

Tracklist volume 5
01 - Countdown
02 - When I'm Feeling Kinda Blue
03 - El Viti
04 - Draggin' Blues
05 - Cottontail
06 - Now Ain't It
07 - The Last Go-Round
08 - Moon Mist
09 - Skillipoop
10 - Banquet Scene (Timon of Athens)
11 - Love Scene
12 - Rod La Roque
13 - Rhythm Section Blues
14 - Lele
15 - Ocht O'Clock Rock
16 - Lady
17 - Rondolet

Tracklist volume 6
01 - I Can't Get Started
02 - Waiting For You
03 - Knuf
04 - Gigl
05 - Meditation
06 - Sophisticated Lady
07 - Just Squeeze Me
08 - Mood Indigo
09 - In A Sentimental Mood
10 - I Let A Song (Go Out Of My Heart)
11 - Reva
12 - Ortseam
13 - Cool And Groovy
14 - Elos
15 - C-Jam Blues

Tracklist volume 7
01 - The Degas Suite
02 - The River

Tracklist volume 8
01 - Black
02 - Comes Sunday
03 - Light
04 - West Indian Dance
05 - Emancipation Celebration
06 - The Blues
07 - Cy Runs Rock Waltz
08 - Beige
09 - Sugar Hill Penthouse
10 - Harlem
11 - Ad Lib On Nippon

Tracklist volume 9
01 - Main Stem
02 - Dancing In The Dark
03 - Stompy Jones
04 - Time On My Hands
05 - Stompin' At The Savoy
06 - Sophisticated Lady
07 - Take The A Train-Instrumental
08 - All Heart
09 - Just A-Settin' and A Rockin'
10 - Take The A Train-Vocal
11 - Where Or When
12 - The Mooche
13 - One O'Clock Jump
14 - Autumn Leaves
15 - Oh Lady Be Good
16 - Things Ain'T What They Used To Be

Tracklist volume 10
01 - Such Sweet Thunder
02 - The Blues To Be There
03 - Juniflip
04 - The Star-Crossed Lovers
05 - Together
06 - California Mello
07 - Suburban Beauty
08 - C Jam Blues
09 - Blue in Orbit
10 - Mood Indigo
11 - Honeysuckle Rose
12 - Willow Weep For Me
13 - Caravan
14 - Wailing Interval

Quando Duke Ellington participou do ‘Newport Jazz Festival’ em 1956, a banda fazia shows em ringues de patinação e estava precisando revitalizar a sua imagem e trazer de volta a popularidade perdida com o surgimento do bebop, o estilo de jazz que foi desenvolvido por Charlie Parker, Dizzy Gillespie e Thelonious Monk, o hard bop, e outras correntes do jazz. ‘Ellington At Newport’ é um álbum gravado ao vivo no histórico festival que reformulou a reputação de Ellington e sua banda. ‘Diminuendo em Blue’ e ‘Crescendo in Blue’, foram desempenhadas pelo saxofonista tenor Paul Gonsalves que desmoronou de exaustão quando o solo terminou e ganhou as manchetes ao redor do mundo.

duke ellington - at newport 1956

Ellington At Newport 1956: Original Jazz Classics (2009)

download: CD 1
parte I    parte II

download: CD 2
parte I    parte II

Tracklist CD 1
01. Star Spangled Banner
02. Introduction by Father Norman O'Connor
03. Black and Tan Fantasy
04. Introduction by Duke
05. Tea for Two
06. Duke & Band Leave Stage
07. Take the "A" Train
08. Announcement by Duke
09. Festival Junction, Pt. 1
10. Announcement by Duke
11. Blues to Be There, Pt. 2
12. Announcement by Duke
13. Newport Up, Pt. 3
14. Announcement by Duke
15. Sophisticated Lady
16. Announcement by Duke
17. Day In - Day Out
18. Introduction by Duke/Paul Gonsalves Interlude
19. Diminuendo and Crescendo in Blue
20. Announcements, Pandemonium
21. [Six Second Pause Track]

Tracklist CD 2
01. Introduction by Duke
02. I Got It Bad (And That Ain't Good)
03. Jeep's Blues
04. Duke Calms Crowd
05. Tulip or Turnip
06. Riot Prevention
07. Skin Deep
08. Mood Indigo
09. Tuning up/Studio Concert Begins
10. Introduction by Father Norman O'Connor
11. Festival Junction, Pt. 1
12. Announcement by Duke
13. Blues to Be There, Pt.
14. Announcement by Duke
15. Newport Up, Pt. 3
16. Announcement by Duke
17. I Got It Bad (And That Ain't Good)
18. Jeep's Blues
19. [Six Second Pause Track]

Swing! The Music of Duke Ellington (1999)

Swing! The Music of Duke Ellington (1999)

download:
parte I    parte II

Tracklist
01. Mel Tormé - I'm Gonna Go Fishin'
02. Oscar Peterson, Clark Terry, Benny Carter, Lorne Lofsky, Ray Brown & Lewis Nash - In a Mellow Tone
03. Ray Brown Trio with Ulf Wakenius - Cotton Tail
04. Ahmad Jamal Trio - Do Nothin' Till You Hear from Me
05. Mel Tormé - Rockin' in Rhythm
06. André Previn, Ray Brown & Joe Pass - I Got It Bad and That Ain't Good
07. Dave Brubeck - Things Ain't What They Used to Be
08. Joe Pass - Azure
09. Satin Doll - Oscar Peterson, Ulf Wakenius, Niels-Henning Ørsted Pederson & Martin Drew
10. Mel Tormé - It Don't Mean a Thing (If It Ain't Got That Swing)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

fatos & fotos

Fatos & Fotos
Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

enquete



o que você prefere?

blues jazz soul pop rock erudita soundtrack