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Once Upon a Time in America

‘Once Upon a Time in America’, no Brasil lançado como 'Era uma vez na América', é uma variação do filme ‘Once Upon a Time in the West’ um épico do faroeste italiano de 1968. Se ‘Once Upon a Time in the West’, de Sergio Leone, é considerado uma obra-prima cinematográfica, ‘Once Upon a Time in America’, que terminou antes de sua morte, em 1989, é seu filme mais desafiador. Infelizmente, ambos foram severamente editados quando lançados nos Estados Unidos. A forma como o filme foi cortado, perdendo muito de sua originalidade, é a razão pela qual, muitos não acham que ‘Once Upon a Time in America’ é muito especial. Existem três versões, mas somente a versão européia é como o diretor Sergio Leone imaginou que fosse. Mesmo assim, em todas as listas dos melhores filmes de todos os tempos com certeza ‘Once Upon a Time in America’ será relacionado. A segunda razão pela qual este filme é tão grandioso é a música. A trilha sonora nostálgica e impecável como sempre é de Ennio Morricone, que é visto como o maior compositor de trilhas sonoras de sempre. Juntamente com as imagens, a música fala por si só, ela conta a história. Ennio Morricone entendeu perfeitamente o que queria Sergio Leone e compôs a maioria das músicas antes mesmo do filme ser rodado. A música é poderosa e evocativa, e o inesquecível tema principal é executado de diferentes modos a cada nova cena.

Once Upon a Time in AmericaAtravés de uma narrativa em três tempos: juventude, vida adulta e velhice, o filme cobre a vida de quatro jovens judeus que vivem no Brooklyn, bairro operário de Nova York no início de 1900, quando a imigração ainda estava ocorrendo em um ritmo acelerado. É a história do sofrimento e do destino de filhos de imigrantes e amigos de infância. Na América, todos os homens deveriam ser iguais, mas dadas as suas raízes, esses filhos e filhas permanecem eternamente excluídos, principalmente aqueles que vivem nos guetos, onde as famílias foram enraizadas por gerações. A eles nunca é permitido frequentar boas escolas ou aspirar empregos em escalões superiores da sociedade. A falta de perspectivas e a química entre os rapazes preparam o palco para o surgimento de um bando mafioso fortemente unido e cruel. E Sergio Leone, contou com os excepcionais recursos de Robert De Niro e James Woods que se tornaram conhecidos e violentíssimos gangsters na cidade de Nova York dos anos 20. O filme tem toda a atmosfera do filme ‘The Godfather’ de Francis Coppola, com o seu complexo cenário repleto de funcionários públicos corruptos e rivalidades entre gangues, sexo e assassinatos sangrentos. Sua narrativa atravessa décadas, até o final dos anos 1960, com eventos passados e presentes misturados com perfeição.

As interpretações são tão magníficas que ninguém consegue se destacar sozinho. As ligações principais no filme estão entre Noodles (Robert De Niro), cujo nome real é David Aaronson e Bercovicz Max (James Woods), que se tornará seu melhor parceiro no crime, e Noodles e Deborah Gelly (Elizabeth McGovern), sua namorada de infância. Separados da elite da América, eles anseiam o sucesso e a aceitação. Cegamente ambiciosos, durante a Lei Seca, tornam-se fabulosamente ricos como contrabandistas. Passam a usar ternos elegantes, mas são cruéis, assassinos brutais. Noodles é um homem de impulsos animalescos, que é incapaz de controlar sua sexualidade, como demonstrado em várias cenas de estupro. Deborah torna-se o que sempre almejou, uma atriz de renome, e goza do brilho e da fama da vida de estrela de cinema. Como atriz, ela pode desempenhar papéis que são bem diferentes vividos no gueto. Para Sérgio Leone, a América, a terra de oportunidades, o poder e a riqueza, só podem ser atingidos pela corrupção e banditismo.

sergio leone‘Once Upon a Time in America’ foi o projeto da vida do diretor italiano Sergio Leone, conhecido principalmente por seus filmes ‘western spaghetti’ que dirigiu entre 1964 e 1966, todos estrelados por um jovem ator de TV chamado Clint Eastwood que se tornou ícone. Embora tenha dirigido faroestes, o sonho era dirigir um épico sobre o século XX nos EUA, país que para Leone reunia cultura e barbárie, elegância e truculência, bom gosto e vulgaridade em doses equilibradas. Foram quase dez anos para que Sergio Leone tivesse coragem de apresentar o projeto a estúdios norte-americanos, os únicos com dinheiro suficiente. Foram necessários outros nove anos para finalizar o filme, dentre muitas batalhas e uma série de cláusulas contratuais que lhe tiravam a liberdade da montagem final. A primeira edição tinha 250 minutos. Os executivos da Warner obrigaram o diretor a encurtar para 139 minutos o que valeu ao filme péssimas críticas e bilheterias piores. Com o tempo, uma versão ampliada para 236 minutos chegou aos cinemas europeus e fez sucesso nos EUA. A saúde do cineasta italiano, no entanto, ficou debilitada e ele acabou morrendo de um ataque cardíaco aos 60 anos.

Once Upon a Time in America
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ennio morricone - amapola (part II)



Once Upon a Time in America (1984) - soundtrack

Once Upon a Time in America (1984)

download:
parte I    parte II

Tracklist
01. Once upon a Time in America
02. Poverty
03. Deborah's Theme
04. Childhood Memories
05. Amapola
06. Friends
07. Prohibition Dirge
08. Cockeye's Song
09. Amapola, Pt. 2
10. Chilhood Poverty
11. Photographic Memories
12. Friends
13. Friendship & Love
14. Speakeasy
15. Deborah's Theme-Amapola
16. Suite from Once upon a Time in America [Includes Amapola][#]
17. Poverty [Temp. Version][#]
18. Unused Theme [#]
19. Unused Theme [Version 2][#]

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Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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