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ABC of the blues 43: big mama thornton & rosetta tharpe

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big mama thorntonWillie Mae Thornton (1926-1984) percorreu o sul dos EUA na década de 40, então se estabeleceu no Texas. Ela escreveu e cantou canções de blues, tocava gaita e aprendeu sozinha a tocar bateria. Em 1953 ela gravou o hit ‘Hound Dog’, que mais tarde tornou-se ainda mais famoso com Elvis Presley. Na década de 60 mudou-se para a Califórnia e continuou a se apresentar na América e na Europa. Em 1984 foi introduzida no 'Blues Hall of Fame’. Willie Mae Thornton, conhecida popularmente como Big Mama por causa de seu corpanzil, não era apenas uma cantora e compositora de sucesso em seu próprio tempo, mas também influenciou artistas posteriores, como Elvis Presley e Janis Joplin. Ela mesma foi influenciada por cantoras famosas dos anos 20 e 30. Ela não recebeu nenhum treinamento formal, tanto para voz quanto para os instrumentos que ela tocou, foi capaz de aprender ouvindo os outros tocarem. Leia mais...

sister rosetta tharpeSister Rosetta Tharpe (1915-1973) foi pioneira da música gospel americana com uma longa lista de gravações no gênero. Ela foi a primeira artista gospel a alcançar popularidade. Uma cantora e guitarrista cuja poderosa e única musicalidade e carismática presença de palco inspirou músicos contemporâneos, religiosos ou não. Aclamada entre os maiores cantores gospel de sua geração como uma extravagante artista, cuja música muitas vezes flertou com o blues e o swing, ela também foi um dos talentos mais controversos de sua época, chocando os puristas ao tocar em casas noturnas e teatros, um processo pioneiro na ascensão do pop-gospel. Nascida Rosetta Nubin era filha de um missionário e de Katie Bell Nubin, chamada como ‘Mãe Bell’, que viajavam para a Igreja ‘Deus em Cristo’. Katie cantava e tocava bandolim, e sua filha, muitas vezes a acompanhava. Rosetta era um prodígio da guitarra e começou a tocar publicamente com seis anos de idade, e era conhecida como ‘Little Sister Nubin’. A família se mudou para Chicago em 1920 e fez várias turnês entre 1923 e 1934, como parte do grupo itinerante do Reverendo F.W. McGee. Além de contar com a influência formidável da sua mãe, Rosetta foi profundamente influenciada por outro músico do grupo: Arizona Dranes, um pianista cego, que foi bem conhecido por suas apresentações.

Na década de 30, foi para o Harlem, filiando-se a outra igreja e se casou com o pastor Thomas J. Thorpe, que supostamente não pode aceitar o desejo de Rosetta continuar a cantar fora da Igreja e o casamento não durou muito. Ela manteve o seu nome, mas mudou a sua ortografia para ‘Tharpe’. Rosetta assinou com a gravadora ‘Decca’ em 1938, e seus primeiros registros, incluindo ‘Rock Me’ e ‘This Train’ foram sucessos instantâneos o que a levou a apresentar-se nos lendários Cotton Club e Carnegie Hall de New York. Apesar de sua formação em música religiosa, que claramente a induzia a cantar apenas para o Senhor e não para o mundo, Rosetta Tharpe também abraçou a música ‘mundana’ e cantou em clubes e teatros, cantou os perigos da transmissão das doenças venéreas e inventou o evangelho pop. Ela também foi extremamente corajosa como Bessie Smith e Billie Holiday, mulheres que também tiveram de enfrentar a desaprovação social pelas escolhas musicais e para o seu desenvolvimento social. Rosetta Tharpe vestia-se como uma animadora de uma evangelização missionária, tingia os cabelos ou usava perucas vivas e enfeites em seus vestidos que lembravam prostíbulos e botecos. Sister Rosetta Tharpe foi a primeira cantora a fazer do evangelho um teatro.

Os anos 40 foram considerados a ‘era de ouro’ para o evangelho. E a popularidade de Rosetta foi tal que durante a Segunda Guerra Mundial, ela e o ‘Golden Gate Quartet’ foram os únicos do black gospel a gravarem e seus discos enviados para os soldados americanos no exterior. E formou uma parceria com Samuel ‘Sammy’ Price, pianista e arranjador, com quem trabalhou até 1951. E também se casou com Forrest Allen, um agente do evangelho. E continou com a sua carreira eclética por 25 anos, tocando para platéias brancas e negras, estritamente segregados, com os brancos de um lado e os negros do outro, e com o xerife na porta da Igreja para garantir a paz e a ordem e reprimir um possível motim. Rosetta Tharpe casou-se pela terceira vez, com Russell Morrison, empresário do grupo vocal ‘The Ink Spots’, em uma cerimônia elaborada, onde os hóspedes pagaram para participar, e o evento contou com um show gospel que foi gravado e lançado em disco. E ela embarcou para uma extensa turnê durante os anos seguintes e foi a primeira artista gospel a se apresentar pela Europa. No início de 1950 decidiu gravar várias faixas de blues, fato que indignou os fãs do evangelho e a sua credibilidade e popularidade foram seriamente danificados. Para os puristas foi uma afronta pessoal. Não só as vendas caíram como também seus compromissos ao vivo tornaram-se escassos. Ao mesmo tempo, deixou uma profunda impressão em jovens músicos, de diversos estilos e gêneros musicais, tais como: Chuck Berry, Little Richard, Jerry Lee Lewis, Johnny Cash, Sleepy LaBeef, e BB King. A situação só melhorou em 1960, e Rosetta apareceu em um concerto no lendário Teatro Apollo e no prestigiado Newport Folk Festival em 1967.

Apesar desta aparente calmaria, os últimos anos de vida de Rosetta Tharpe foram pessoalmente difíceis. Sua mãe morreu em 1969 enquanto estava em turnê pela Europa. Em 1970 sofreu um derrame, mas continuou a turnê. Complicações resultaram na amputação de uma perna, mas ela continuou em turnê. Em 1972, morreu Mahalia Jackson, outra lenda do evangelho e sua amiga pessoal. Em seguida teve outro derrame pouco antes de uma sessão de gravação e faleceu em 1973, na Filadélfia, Pensilvânia. A partir do final dos anos 90, houve uma retomada do interesse por Rosetta Tharpe e sua música. Ela foi citada por músicos de blues contemporâneo, em especial por Maria Muldaur, como uma influência considerável. E as gravadoras aproveitaram esse interesse, provocando uma onda de relançamentos e gravações de tributo, como ‘Shout, Sister, Shout’ produzido por Muldaur.


Tracklist
01. Big Mama Thornton - Partnership Blues
02. Big Mama Thornton - I'm All Fed Up
03. Big Mama Thornton - Let Your Tears Fall Baby
04. Big Mama Thornton - They Call Me Big Mama
05. Big Mama Thornton - Hound Dog
06. Big Mama Thornton - Walking Blues
07. Big Mama Thornton - I've Searched the World Over
08. Big Mama Thornton - I Smell a Rat
09. Big Mama Thornton - Nightmare
10. Big Mama Thornton - I Ain't No Fool Neither
11. Sister Rosetta Tharpe - Let That Liar Alone
12. Sister Rosetta Tharpe - Sit Down
13. Sister Rosetta Tharpe - What's the News
14. Sister Rosetta Tharpe - Singin' in My Soul
15. Sister Rosetta Tharpe - The Natural Facts
16. Sister Rosetta Tharpe - Two Little Fishes and Five Loaves of Bread
17. Sister Rosetta Tharpe - Nobody's Fault but Mine
18. Sister Rosetta Tharpe - Nobody Knows, Nobody Cares
19. Sister Rosetta Tharpe - All Over This World
20. Sister Rosetta Tharpe - Four or Five Times



rosetta tharpe - singin' in my soul


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Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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