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carol kaye

carol kayeMesmo que você nunca tenha ouvido falar de Carol Kaye, provavelmente, ouviu o trabalho desta veterana baixista e guitarrista em inúmeras gravações, incluindo muitos hits pops como: ‘Good Vibrations’ (Beach Boys); ‘You Lost That Lovin’ Feelin’ e ‘Soul and Inspiration’ (The Righteous Brothers); ‘The Beat Goes On’ e ‘I Got You Babe’ (Sonny e Cher); ‘Feelin’ Alright’ (Joe Cocker); ‘Scarborough Fair/Canticle’ (Simon and Garfunkel) e o tema do seriado ‘Mission Impossible’ para TV. E era a única mulher instrumentista de estúdio trabalhando com um lendário grupo de músicos de Los Angeles como os bateristas Earl Palmer e Hal Blaine, e os guitarristas Tommy Tedesco e Barney Kessel.

Considerada a primeira-dama do baixo, no entanto, ela ainda é praticamente desconhecida. Carol Kaye começou como guitarrista em uma carreira de sucesso que inclui participações em trilhas sonoras gravadas para televisão, cinema e publicidade, bem como mais de 10.000 gravações de estúdio. A partir de 1969, Kaye escreveu e publicou muitos livros e tutoriais, e vídeos com instruções de como tocar o baixo. Também ensinou muitos baixistas, hoje bem conhecidos. Carol Kaye, nasceu em 1935, em Everett, Washington, em uma família pobre. Seis anos mais tarde a família se mudou para a Califórnia. Aos 13 anos, Kaye teve aulas de violão por três meses com Horace Hatchett e em um ano, em 1949, ela estava ensinando. Aos 14, era guitarrista de jazz profissional e fazia o circuito de clubes de jazz.

Com 20 anos de idade estava tocando jazz com as big bands. Fortemente influenciada pelos pais Clyde e Dot Smith, as outras influências incluem Ray Charles, Charlie Christian, Duke Ellington, Miles Davis, Hampton Hawes, Ralph Pena, Howard Roberts, Artie Shaw, Horace Silver e Sonny Stitt. Entre 1956 e 1963 fez parte de grupos de jazz mais populares de Los Angeles. Em 1957 conheceu Bumps Blackwell, que era o gerente de Little Richard e produtor de Sam Cooke com quem gravou. Em 1963, quando um baixista não apareceu para uma gravação na ‘Capitol Records’, Carol entrou em cena e iniciou sua carreira como baixista criando um som totalmente novo usando palheta.

carol kaye    carol kaye
Carol Kaye durante a era do bebop em1955 e no estúdio em 1974

Após a sua iniciação acidental no baixo elétrico, rapidamente se tornou a mais popular, posição que manteve durante a década de 60. Ela tocou com Ritchie Valens em ‘La Bamba’, em várias faixas de Simon & Garfunkel e entre seus trabalhos mais citados está o álbum ‘Pet Sounds’ da banda californiana ‘Beach Boys’. E trabalhou com a maioria dos principais produtores e diretores musicais de Los Angeles naquela época, inclusive Quincy Jones, Michel Legrand, Elmer Bernstein e Lalo Schifrin. Tocou baixo em várias faixas do grupo de pop rock ‘The Monkees’ e na trilha sonora para um jovem Steven Spielberg. Com Frank Zappa tocou violão de 12 cordas no inovador álbum ‘Freak Out!’ e tocou em algumas músicas para o álbum seguinte, mas recusou-se a continuar, devido a algumas letras que considerou ofensivas.

A vida como performer de estúdio de gravação era tudo menos glamoroso. O ritmo era frenético e apesar da camaradagem entre os músicos, a competição era acirrada. A única coisa que importava era conseguir o cheque. Naquela época, os músicos não eram reconhecidos. Durante o tempo em que Kaye trabalhou como artista de gravação de estúdio nos anos 60 e início dos anos 70 havia cerca de 17.000 outros músicos fazendo um trabalho semelhante. E todos eram artistas independentes. Brancos e negros que trabalhavam em conjunto com uma loira no baixo no momento em que ocorriam os distúrbios raciais. Vários destes artistas, que estiveram por trás de discos de sucesso, morreram sem serem conhecidos pelo público. Carol Kaye se afastou do trabalho em estúdio durante os anos 70 por causa da artrite. Mais tarde, tornou-se ativa novamente como intérprete de jazz ao vivo e professora de baixo e guitarra, dando seminários e entrevistas.

carol kaye - better days


picking up on the e-string (1974)

Picking up on the E-string (1974)
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Personnel: Carol Kaye (bass fender); Ray Brown (bass double); Earl Palmer (drums tracks: 2, 4, 8), John Guerin (drums tracks: 1, 3, 5), Paul Humphrey (drums tracks: 6, 7); Joe Sample (electric piano tracks: 1, 3, 5); Howard Roberts (guitar tracks: 1, 3, 5), Joe Pass (guitar tracks: 2, 4, 6 e 8); Joe Sample (piano tracks: 2, 4, 8); Tom Scott (saxophone, flute tracks: 2, 4, 8); J.J. Johnson (trombone tracks: 2, 4, 8); Conte Condoli (trumpet tracks: 2, 4, 8)
Tracklist: 01. Bass Catch 02. Burning Spear 03. Greenapple Quickstep 04. Better Days 05. Moke & Poke Stomp 06. Boogaloo 07. Slick Cat 08. Free Sample

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Chuva não desanimou e Ozzy fez apresentação empolgante em São Paulo

Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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