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ABC of the blues 27: magic sam & jimmy mccracklin

magic samSamuel ‘Magic Sam’ Gene Maghett (1937-1969) nasceu em Granada, Mississippi e aprendeu a tocar o blues de ouvir discos de Muddy Waters e Little Walter. Após se mudar para Chicago com dezenove anos, assinou contrato com a ‘Cobra Records’ e tornou-se conhecido após seu primeiro disco, ‘Love All Your’ em 1957. Ele era conhecido por seu estilo ‘tremolo’ de tocar guitarra, que consiste na repetição rápida de uma nota ou a alternância rápida entre duas ou mais notas musicais. Após se mudar para Chicago em 1950, a sua guitarra foi ouvida com sucesso em clubes de blues no West Side de Chicago. Magic Sam, juntamente com Otis Rush e Buddy Guy contribuiu para um novo tipo de blues. Nesta época tocou brevemente com o guitarrista Homesick James Williamson e já tinha seguidores antes de ser convocado para o Exército que desertou depois de algumas semanas sendo capturado e condenado a seis meses de prisão. Em 1963, ele recebeu a atenção nacional com o single ‘Feelin' Good (We're Gonna Boogie)’. Depois de uma turnê bem-sucedida pelos EUA, Reino Unido e Alemanha, excursionou com o gaitista Charlie Musselwhite. Sua carreira foi interrompida por um ataque cardíaco fulminante aos 32 anos. Seu estilo de guitarra, vocal e composições inspiraram e influenciaram muitos músicos de blues desde então. Leia +...

jimmy mccracklinJimmy McCracklin (1921) é pianista, vocalista e compositor. Seu estilo reúne o West Coast Blues, um tipo de blues influenciado pelo jazz; o jump blues, desempenhado por pequenos grupos e com metais foi o precursor do rhythm and blues e rock’n’roll; e o próprio rhythm and blues. Em uma carreira que já dura sete décadas, Jimmy McCracklin compôs quase mil canções e gravou centenas delas em mais de 30 álbuns, e possui quatro discos de ouro. McCracklin ingressou na Marinha dos Estados Unidos em 1938, mais tarde, estabeleceu-se em Richmond, Califórnia, onde começou a se apresentar no clube 'Savoy', propriedade de Willie Mae ‘Granny’ Johnson onde eram servidos cerveja e vinho, e refeições caseiras típicas da cozinha do sul. A banda da casa era composta por músicos que se alternavam com freqüência, tais como BB King, Charles Brown e L.C. Robinson. Em 1946, formou o grupo ‘Jimmy McCracklin and his Blues Blasters’, com o guitarrista Lafayette Thomas, que permaneceu com o grupo até o início dos anos 60. Depois de mais de 10 anos em uma série de pequenas gravadoras seu primeiro álbum solo foi lançado em 1962, na sua própria gravadora. Por um breve período no início de 1970 tocou no ‘Continental Club’ em San Francisco acompanhando T-Bone Walker, Irma Thomas, Big Joe Turner, Big Mama Thornton e Etta James. Em 1967, Otis Redding e Carla Thomas fizeram sucesso com ‘Tramp’, canção creditada a McCracklin e ao guitarrista Lowell Fulson. McCracklin continuou a fazer turnês e produzir novos álbuns nos anos 80 e 90. E participou do ‘San Francisco Blues Festival’ até 2007. Bob Dylan citou McCracklin como o seu favorito.


Tracklist
01. Magic Sam - All Your Love
02. Magic Sam - Love Me with a Feeling
03. Magic Sam - Everything Gonna Be Alright
04. Magic Sam - Easy Baby
05. Magic Sam - 21 Days in Jail
06. Jimmy McCracklin - Listen Woman
07. Jimmy McCracklin - I Can't Understand Love
08. Jimmy McCracklin - Josephine (Just Won't Let Her Go)
09. Jimmy McCracklin - Love When It Rains
10. Jimmy McCracklin - I Think My Time Is Here
11. Jimmy McCracklin - Deceivin' Blues
12. Jimmy McCracklin - Beer Drinkin' Woman
13. Jimmy McCracklin - Hamburger Joint
14. Jimmy McCracklin - Just Won't Let Her Go
15. Jimmy McCracklin - Rockin' All Day
16. Jimmy McCracklin - Gotta Cut Out
17. Jimmy McCracklin - Rockin' Man
18. Jimmy McCracklin - Looking for a Woman
19. Jimmy McCracklin - True Love Blues
20. Jimmy McCracklin - The Walk



jimmy mccracklin - love when it rains


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Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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