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ABC of the blues 28: percy mayfield & johnny moore’s three blazers

percy mayfieldPercy Mayfield (1920-1984) foi famoso pelas canções ‘Hit the Road Jack’ e ‘Please Send Me Someone to Love’, e conhecido pelo seu estilo vocal. Descrito como o poeta do blues, Mayfield cantou baladas sobre angústia, melancolia, dor, e suicídio. Ele foi um dos compositores mais criativos da Califórnia blues. Suas canções foram gravadas por artistas tão diversos como Sade e Robert Nighthawk. Como compositor, para Ray Charles, escreveu quatro hits. Mayfield nasceu em Minden, Louisiana, e ainda criança, mostrou talento para a poesia e isso o levou a compor e cantar. Ele começou a carreira aos 15 anos, atuando no Texas e depois se mudou para Los Angeles, California em 1942 onde o sucesso como cantor continuou a iludi-lo. Enquanto aprimorava as suas composições, complementava a renda trabalhando como taxista. Finalmente, em 1947, uma pequena gravadora o contratou para gravar a sua canção ‘Two Years of Torture’, que foi sucesso ao longo dos anos. Apesar de seu estilo vocal sofrer influência de Charles Brown, Mayfield considerava-se, acima de tudo, um cantor de baladas e não de blues. As suas primeiras influências foram os barítonos Al Hibbler que cantou com a orquestra de Duke Ellington, e Billy Eckstein, bandleader da era do swing. Mayfield cantou suas próprias baladas, num estilo suave. Sua gravação mais famosa, ‘Please Send Me Someone to Love’, de 1950, foi amplamente gravada por muitos outros cantores. Um acidente de carro em 1952 o deixou gravemente ferido, como sequela, uma desfiguração facial limitava as suas apresentações. No entanto, isso não impediu que Mayfield continuasse a escrever e gravar para a ‘Specialty Records’, em seguida, gravando para 'Chess Records'. Sua carreira continuou a florescer e em 1961, Mayfield chamou a atenção de Ray Charles com sua canção ‘Hit the Road Jack’ que o contratou para o seu próprio selo, ‘Tangerine Records’, principalmente como compositor. Mayfield morreu de um ataque cardíaco um dia antes de completar 64 anos.

Johnny Moore's Three Blazers‘Johnny Moore’s Three Blazers’ foi um influente grupo vocal e instrumental na década de 40 e 50. Os membros originais eram: Johnny Moore (1906-1969); Charles Brown (1920-1999) e Eddie Williams (1912-1995). Johnny Moore e seu irmão mais novo Oscar cresceram no Texas onde começaram a tocar guitarra e formaram a própria banda. Em meados dos anos 30 mudaram para Los Angeles, como milhares de outros texanos, onde Oscar Moore influenciado pelo guitarrista Charlie Christian escolheu o caminho do jazz e entrou para o trio do pianista Nat King Cole. Johnny Moore permaneceu no rhythm and blues e seu estilo de guitarra influenciou Chuck Berry. Ele se juntou e formou vários grupos, antes do ‘Three Blazers’ com dois companheiros texanos, o baixista Eddie Williams e o pianista e vocalista Charles Brown, recém-chegado na cidade. O grupo começou a ganhar concursos de talentos amadores e chamar a atenção, no entanto a primeira gravação foi devido à reputação de Oscar Moore. Robert Scherman da ‘Atlas Records’ tinha perdido recentemente Nat ‘King’ Cole para a ‘Capitol Records’ e estava ansioso para gravar um outro trio quando Oscar lhe disse sobre o grupo de seu irmão. Scherman concordou em gravar desde que Oscar tocasse com eles. Os registros foram posteriormente lançados como ‘Oscar Moore with The Three Blazer’s’ o que perturbou terrivelmente Johnny, e assim foram procurar outra gravadora e tiveram em 1945 o primeiro hit de sucesso, ‘Blues At Sunrise’. Em 1946, o sucesso foi ‘Driftin' Blues’ com Charles Brown no vocal. Embora Brown fosse a principal estrela do grupo, Johnny Moore se recusou a permitir o seu próprio crédito nos registros. O grupo seguiu com uma série de outros grandes hits. Mas, em 1948, frustrado pela falta de reconhecimento e recompensa financeira, Charles Brown deixou o grupo para uma carreira solo de sucesso com a ‘Aladdin Records’. Johnny Moore e Eddie Williams continuaram com uma sucessão de vocalistas, Billy Valentine, Mari Jones, Floyd Dixon e Frankie Ervin. Oscar Moore participava, ocasionalmente, como músico convidado. Durante a revolução do rock'n'roll, as gravações eram poucas, pelos velhos tempos, Charles Brown se utilizava de Johnny Moore e Eddie Williams para acompanhá-lo em algumas de suas sessões durante 1953-1954. Johnny Moore, e seu grupo continuaram a gravar para pequenos selos até o início dos anos 60.


Tracklist
01. Percy Mayfield - Please Send Me Someone to Love
02. Percy Mayfield - Strange Things Happening
03. Percy Mayfield - What a Fool I Was
04. Percy Mayfield - Lost Love (Baby, Please)
05. Percy Mayfield - Advice
06. Percy Mayfield - Nightmare
07. Percy Mayfield - You Don't Exist No More
08. Percy Mayfield - Get Way Back
09. Percy Mayfield - The River's Invitation
10. Percy Mayfield - Life Is Suicide
11. Johnny Moore's Three Blazers - Dragnet Blues
12. Johnny Moore's Three Blazers - Saturday Night (Four Nights Drunk)
13. Johnny Moore's Three Blazers - Johnny, Johnny
14. Johnny Moore's Three Blazers - Down in Texas
15. Johnny Moore's Three Blazers - Be Cool
16. Johnny Moore's Three Blazers - Playing Numbers
17. Johnny Moore's Three Blazers - Crazy with the Blues
18. Johnny Moore's Three Blazers - Nightmare Blues
19. Johnny Moore's Three Blazers - Gee, It's Rough
20. Johnny Moore's Three Blazers - I Don't Know, Yes I Know



johnny moore's three blazers - nightmare blues
(vocal: mari jones)


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Ozzy OsbourneCom pontualidade inglesa teve início, as 21h30 de sábado, 03/04/2011, o show de Ozzy Osborne na Arena Anhembi, São Paulo. Trinta mil pessoas assistiram por uma hora e meia um senhor de 62 anos correr, pular, lançar jatos de espuma na platéia, tomar banho de balde e cantar com a mesma voz de antigamente sucessos como "War Pigs" e "Fairies Wear Boots". De início, "Bark at the Moon" levou o público a uivar para uma lua inexistente, encoberta pela chuva que caia de maneira intermitente. Capas eram colocadas e retiradas, mas ninguém parecia se importar. Ozzy mandou a chuva "se danar", todos riram e concordaram. Com "Mr Crowley" a Arena foi transformada em um verdadeiro mar de mãos fazendo chifrinhos, gesto comum em shows de rock. Os mais inspirados usavam adereços luminosos na cabeça.

Com mais de uma hora de apresentação e caminhando para o fim, um morcego de plástico foi lançado no palco. Ozzy, no meio de "Iron Man", foi até lá, colou o brinquedo na boca e fez graça por alguns segundos, remetendo ao incidente de 1982 em que mordeu um morcego real pensando ser de plástico. No bis, a platéia foi instigada a pedir mais uma música. "No More Tears", muito pedida, ficou de fora. Entraram "Mama, I'm Coming Home" e "Paranoid", que, como em Porto Alegre no último dia 31 de março, fechou o show em grande estilo. Na Avenida Olavo Fontoura, transformada em uma enorme calçada pela multidão que começava a voltar para casa, muitos cantavam as músicas que tinham acabado de ouvir, alguns comiam, outros comentavam que os pés estavam encharcados, mas ninguém reclamava do show. Faça chuva ou faça sol, Ozzy agrada a todos. Dia 5 de abril é a vez de Brasília. (fonte: FolhaOnLine)

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